Clint Eastwood pegou bem espírito do Oscar, todos seus últimos filmes participaram da cerimônia, e pelo jeito A Troca (Changeling) não vai ser diferente. O Filme conta a história de Christine Collins (Angelina Jolie), uma mulher que tem seu filho de 9 anos seqüestrado, mas logo ele é devolvido à família. O problema é que ela suspeita que a criança não seja a dela, o que a leva a enfrentar a corrupção no departamento de polícia de Los Angeles. Acusada de insanidade, a mulher é jogada no hospício (e, quando descobre uma conspiração que envolve policial e políticos na morte do menino, parte para uma cruzada dramática para descobrir o verdadeiro matador).
Baseado numa história verídica e escrito por J. Michael Straczynski, o roteiro tem uma leve semelhança “Como Meninos e Lobos” (Também dirigido por Eastwood) ao focar o rapto de crianças, fica cansativo após a saída de Christine Collins do hospício ( aonde tem uma cena inspiradissima em Rambo ) , mesmo com Jolie utilizando todo o seu talento – que consegue louvor passar todo o desespero de uma mãe que perde seu filho.
Outro tema importante discutindo no filme, a corrupção da policia de Los Angeles que na época era capaz de fazer tudo para se esconder de escândalos apontados pela imprensa, e passar segurança para sociedade.
Mas o grande destaque do filme reconstituição de época (que se passa em 1928), e a belíssima fotografia e iluminação que ora, ilumina com suavidade apenas metade do rosto, ora , ilumina o rosto todo escondendo apenas os olhos, dando a dramaticidade perfeitas para cenas.
No fim, Clint Eastwood deixa sua pretenção de tentar alguma coisa no oscar , ao abusar no melodrama de cenas violências e uma direção nos patrões da Eastwood de ser.
Nota: 7,0 / 10
Veja o Trailer :






















Engraçado, vi uma outra pessoa também falando que o filme perde o rítmo depois que ela sai do hospício (particularmente nem falo nisso na crítica porque considero spoiler né?) mas eu achei que o filme manteve bem a sua passada como um todo, com excessão claro da transição para o grande “epílogo”, mas isso é esperado.
Realmente, a reconstituição de época ficou tão tão tão boa que as vezes rouba a cena hehehe
Ótima crítica.
Não acho que seja tão spoiler assim,afinal aparecem cenas do hosicio no trailer ,e na sinopse do filme,porém ninguém precisa ficar sabendo que fica cansativo.hehe.
Para mim o filme é mediano, cansativo, não é ruim, também não chega a ser ótimo, apenas razoável. A impressão que tive é que esse filme foi feito só para a Jolie e ninguém mais, talvez tentar arrancar um Oscar por sua participação, que acredito não irá acontecer. Não há nada de extraordinário em sua representação. Ela é ótima atriz, porém, outras porderiam representar tão bem ou melhor que Angie. Enfim, esse é um filme que definitivamente não entra em minha coleção.
O filme é bom, muito concentrado em Jolie, é claro, mas ela conduz o papel com grande dignidade. Pouco se falou do ator que faz o assassino serial, mas ele tem uma expressividade tremenda (não sei quem é ele). Aliás, Eastwood caprichou na escolha dos personagens ruins, sádicos ou detestados pela posição corrupta que ocupam, desde o policial Jones ao médico odiento do hospício. A reconstituição de época e a fotografia são perfeitas. Tudo é muito bem dirigido, e a história é tremenda: não perde interesse nunca. Nem quando Collins (Jolie) deixa o hospício. Queremos ver o caso solucionado e não largamos o filme de modo algum.
Ele é absorvente, com mão de mestre, que é o que Eastwood é.