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Crítica – A Troca (Changeling)

por Felipe em 9/01/2009 às 17:51

Cinema, Notícias

Clint Eastwood pegou bem espírito do Oscar, todos seus últimos filmes participaram da cerimônia, e pelo jeito A Troca (Changeling) não vai ser diferente. O Filme conta a história de Christine Collins (Angelina Jolie), uma mulher que tem seu filho de 9 anos seqüestrado, mas logo ele é devolvido à família. O problema é que ela suspeita que a criança não seja a dela, o que a leva a enfrentar a corrupção no departamento de polícia de Los Angeles. Acusada de insanidade, a mulher é jogada no hospício (e, quando descobre uma conspiração que envolve policial e políticos na morte do menino, parte para uma cruzada dramática para descobrir o verdadeiro matador).

Baseado numa história verídica e escrito por J. Michael Straczynski, o roteiro tem uma leve semelhança “Como Meninos e Lobos” (Também dirigido por Eastwood) ao focar o rapto de crianças, fica cansativo após  a saída de Christine Collins do hospício ( aonde tem uma cena  inspiradissima em  Rambo ) , mesmo com Jolie utilizando todo o seu talento – que consegue louvor passar todo o desespero de uma mãe que perde seu filho.

Outro tema importante discutindo no filme, a corrupção da policia de Los Angeles que na época era capaz de fazer tudo para se esconder de escândalos apontados pela imprensa, e passar segurança para sociedade.
Mas o grande destaque do filme reconstituição de época (que se passa em 1928), e a belíssima fotografia e iluminação que ora, ilumina com suavidade apenas metade do rosto, ora , ilumina o rosto todo escondendo apenas os olhos, dando a dramaticidade perfeitas para cenas.

No fim, Clint Eastwood deixa sua pretenção de tentar alguma coisa no oscar , ao abusar no melodrama de cenas violências e uma direção nos patrões da Eastwood de ser.

Nota: 7,0 / 10

Veja o Trailer :

4 Comentários

  1. Engraçado, vi uma outra pessoa também falando que o filme perde o rítmo depois que ela sai do hospício (particularmente nem falo nisso na crítica porque considero spoiler né?) mas eu achei que o filme manteve bem a sua passada como um todo, com excessão claro da transição para o grande “epílogo”, mas isso é esperado.

    Realmente, a reconstituição de época ficou tão tão tão boa que as vezes rouba a cena hehehe

    Ótima crítica.

  2. Felipe Bastos disse:

    Não acho que seja tão spoiler assim,afinal aparecem cenas do hosicio no trailer ,e na sinopse do filme,porém ninguém precisa ficar sabendo que fica cansativo.hehe.

  3. Ana disse:

    Para mim o filme é mediano, cansativo, não é ruim, também não chega a ser ótimo, apenas razoável. A impressão que tive é que esse filme foi feito só para a Jolie e ninguém mais, talvez tentar arrancar um Oscar por sua participação, que acredito não irá acontecer. Não há nada de extraordinário em sua representação. Ela é ótima atriz, porém, outras porderiam representar tão bem ou melhor que Angie. Enfim, esse é um filme que definitivamente não entra em minha coleção.

  4. O filme é bom, muito concentrado em Jolie, é claro, mas ela conduz o papel com grande dignidade. Pouco se falou do ator que faz o assassino serial, mas ele tem uma expressividade tremenda (não sei quem é ele). Aliás, Eastwood caprichou na escolha dos personagens ruins, sádicos ou detestados pela posição corrupta que ocupam, desde o policial Jones ao médico odiento do hospício. A reconstituição de época e a fotografia são perfeitas. Tudo é muito bem dirigido, e a história é tremenda: não perde interesse nunca. Nem quando Collins (Jolie) deixa o hospício. Queremos ver o caso solucionado e não largamos o filme de modo algum.
    Ele é absorvente, com mão de mestre, que é o que Eastwood é.

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