“Pouco cérebro, músculos e um Grande Coração“. Foi assim, que o Rocky de John G Avidsen, elevou a carreira de Sylvestre Stalone – e três décadas Depois “O Lutador ” Dirigido pelo talentoso Darren Aronofsky (Réquiem Para Um Sonho e Pi) e estrelado Mickey Rourke, deve repetir o mesmo efeito.
Mickey Rourke interpreta Randy ‘The Ram’ Robinson, uma antiga estrela de Luta livre (conhecido como “wrestling” Nos EUA aonde dois, ou mais, lutadores fantasiados executam coreografias violentas dentro de um ringue, em lutas de extrema violência, e combinadas) que atingiu o seu auge profissional nos anos 80 e que agora trabalha como carregador de mercadorias em um supermercado local; e aos finais de semana ele continua finalizando as noites de Luta Livre em ringues “alternativos”. Mesmo não sendo o astro de antigamente, ele mantém-se como ídolo de várias gerações, distribuindo autógrafos para fãs que passaram dos 40 na mesma medida que os distribui para crianças.
Após sofrer um ataque cardíaco, Randy recebe um ultimato: ou pára de lutar, ou morre. Por uma melhor perspectiva de vida, e par fugir da solidão “The Ram’ tenta um relacionamento com a stripper Cassidy (Marisa Tomei em ótima atuação e aos 44 anos esbanja Curvas de tirar fôlego) ao mesmo tempo em que procura se reaproximar da filha Stephanie (Evan Rachel Wood)
Utilizando a câmera na mão em estilo semi- documentário Aronofsky capricha tanto nas cenas de lutas (principalmente no segundo confronto,aonde a violência no estilo “freak show” beira ao bizarro ) quanto nos belos diálogos escritos por roteirista Robert D. Siegel . Toda a narrativa é feita com a câmera na mão do diretor, que segue seus personagens (em ângulos filmados de trás) em um plano de “proximidade”. Não faltam closes na hora dos diálogos mais importantes e nem na hora de mostrar a autodestruição dos personagens.
É difícil não comparar o filme com a própria biografia do ator, afinal no auge nos anos 80, ele resolveu se dedicar ao boxe profissional , e desde lá , foi fazendo papeis pequenos em filmes pequenos. Em 2005 ressurgiu das cinzas para participar filme “Sin City”, a adaptação de uma história em quadrinhos de Frank Miller, aonde encarnou o papel de Marv e com seu rosto completamente desfigurado (decorrente as cirurgias plásticas) o personagem caiu como uma luva (com perdão o trocadilho) para Rourke .Mas só agora em uma atuação poderosa ,e premiada ( o ator já abacanhou o globo de ouro e o Bafta e tem grandes chances de ganhar o homenzinho , aonde suas emoções são guiadas pelos os olhos, Mickey Rourke pode colocar pra sempre o seu nome na história do cinema .
Nota : 09 / 10





















É época de retornos. Estamos na era “vingança dos derrotados” mesmo. Primeiro Robert Downey Jr. faz um grande retorno em Homem de Ferro e agora Mickey Rouke dá segmento a Marv com esse filme. Será que estamos entrando na “Era Rehab”? Quero muito ver esse filme, vamos ver como fica. Parece ótimo pelo que todos dizem e pela bilheteria.
Vi o filme e achei muito legal, mas Rocky (principalmente o último) continua sendo meu “filme de luta” preferido.
[...] Randy `The Ram´ Robinson é um bem-sucedido pugilista nos anos 80 que é impedido de lutar depois de sofrer um ataque cardíaco. Assim, ele consegue um emprego em um restaurante, passa a morar com uma stripper e tenta se tornar amigo do filho dela, mas não consegue resistir à vontade de retornar à antiga carreira, mesmo sabendo que isso oferece riscos a sua saúde.Ler Crítica [...]
[...] este fez com que o decadente ator Mickey Rourke ressurgisse das cinzas como a boa e velha Fênix. O Blog Cinema & Afins Destaca o favoritismo a melhor ator para o prêmio da Academia. “É difícil não comparar o [...]