Quando assisti ao trailer pela primeira vez, já sentia que um grande concorrente ao Oscar de 2009 estava á caminho , afinal todos os elementos que fascinam os membros da academia se encontrava aos poucos a cada nova cena mostrada; “Homossexualidade, política, e Sean Penn” As 8 indicações para o Oscar (inclusive de melhor filme, roteiro original e diretor) confirmaram minhas expectativas .
Em “Milk – A Voz da Igualdade” , Gus van San conta de forma quase documental a biografia do político de São Francisco Harvey Milk (Interpretado pelo ótimo Sean Penn), o primeiro gay assumido a ser eleito para um cargo público nos Estados Unidos, o que motivou um contra-ataque desmedido da homofobia vigente na época.
Sem nenhuma glória no passado, a história de Harvey Milk vai sendo contada a partir dos seus 40 anos, aonde conhece Scoty (James Franco) e muda o rumo de sua vida.Cansado de sofrer com preconceito (principalmente dos policiais) – Milk resolver entrar para política , e entre uma eleição e outra finalmente elege – se a supervisor municipal, (equivalente ao um poder de um Vereador o Brasil,) mas logo descobre que as coisas não são tão fáceis quando pensava, e que entrar política poderia ser um tanto perigoso.
Narrado de forma interessante (Com Milk Gravando um depoimento sobre sua vida, já premeditando sua morte) o filme segue um ritmo bem agradável , desviando um pouco o foco da política para os relacionamentos e vice-versa, o longa também capricha na viagem aos coloridos e libertários anos 1970 em San Francisco (EUA), através de uma recriação perfeita do visual daquela época. Figurinos, penteados, cenários e os hábitos de uma sociedade preconceituosa , tudo em perfeita harmonia.
O único defeito do filme , é o roteiro escrito por Dustin Lance Black, que poderia ter aproveitado melhor seu elenco coadjuvante que estão em plena sintonia, e é encabeçado por Josh Brolin, Emile Hirsh (“Speed Racer”), Diego Luna (“E Sua Mãe Também”) e , James Franco (que também merecia uma indicação como coadjuvante, se seu personagem não desaparece em cena , da metade em diante ), todos oferecem o suporte ideal a uma das performances mais intensas e impressionantes do ano: Sean Penn, que, no papel principal, entrega uma das melhores interpretações que o público gay já viu.
Gay Assumido e conhecido por fazer cinema experimental (Víde Elefante, Paranoid Park e Últimos Dias), Gus van San levanta a bandeira pela causa e faz sua obra mais Autoral, aonde ele exige os seus direitos e crítica a sociedade que nos dias de hoje ainda alimenta esse preconceito, e tudo com uma sutiliza invejável .
Assim como toda Biografia , Milk é previsivel em alguma cenas , (principalmente no final) mas não tira o brilho criado pelo elenco , e nem a bela homenagem que Gus van San prestou a um americano comum, com sonhos comuns.
Nota : 09 /10
Direção: Gus Van Sant
Roteiro: Dustin Lance Black
Elenco: Emile Hirsch (Cleve Jones), Sean Penn (Harvey Milk), Diego Luna (Jack Lira), Josh Brolin (Dan White), James Franco (Scott Smith)
Duração : 128 minutos
País de Origem: Estados Unidos
Gênero: Drama
Produção: Bruce Cohen
Fotografia: Harris Savides
Montagem: Elliot Graham
Trilha Sonora: Danny Elfman






















[...] Fonte Cinema & Afins [...]
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Pretendo assistí-lo em breve!
[...] Harvey Milk foi um ativista dos direitos gay que, ao se mudar com seu namorado para São Francisco no início dos anos 70, abriu uma loja de revelações fotográficas e surpreendeu a todos ao se tornar um verdadeiro agente de mudanças. Com a ajuda de amigos e voluntários, foi eleito para o Quadro de Supervisores de São Francisco em 1977, tornando-se o primeiro gay assumido a ser votado para um importante cargo público nos Estados Unidos. Ler Crítica [...]
Nossa, melhor crítica desse filme que já vi, incluindo a minha hauhauhu
Muito boa mesmo. E o filme é espetacular apesar de, como você disse, em certos e curtos momentos ser previsível. Apesar de que vários filmes históricos nesse estilo acabam sendo previsíveis mesmo.