Cinema

Crítica | X-Men: Primeira Classe

Crítica | X-Men: Primeira Classe

Sinopse

Anos 60. Charles Xavier (James McAvoy) é formado em teologia e filosofia e realiza um trabalho de pós-graduação junto às Nações Unidas. Na univesidade de Oxford ele conhece Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), filho de judeus que foram assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Erik apenas escapou graças ao seu poder mutante de controlar metais, que permitiu que fugisse para a França. Ao término da guerra, Erik passou a trabalhar como intérprete para a inteligência britânica, ajudando judeus a irem para um país recém fundado, hoje chamado Israel. Charles e Erik logo se tornam bons amigos, mantendo um respeito mútuo pela inteligência e ideais do outro. Em 1965, Charles decide usar seus poderes psíquicos para ensinar jovens alunos mutantes a usarem seus dons para fins pacíficos. Nasce a Escola para Jovens Superdotados, gerenciada pelos dois amigos.

Crítica

Sagas adaptadas, especialmente de histórias em quadrinhos, devem conter indispensáveis sequências de ação, mas principalmente, tem por dever a fidelidade às suas origens sem comprometimento da fluidez do filme. Porém, o que parece uma simples tarefa pode resultar em obras catastróficas – vide “Elektra – O Filme”.

Por esse motivo, entre tantos outros, é compreensível a apreensão que envolve o público diante às intenções de produção de continuações e prequels de histórias conhecidas e admiradas com personagens de HQ’s. Mas, após a vergonhosa realização de X-men Origem – Wolverine, fãs encontram sua redenção através do novo X-Men: Primeira Classe, um longa que supera quaisquer expectativas.
Inicialmente, somos apresentados à Erik Magnus Lensherr, um jovem que, aprendendo a controlar seus poderes, busca vingança contra o homem que marcou seu passado nos campos de concentração nazistas. Em busca de seu objetivo, ele alia-se à Charles Xavier, umjovem especialista que tem em comum, além da mutação genética, o alvo em questão: Sebastian Shaw, um ambicioso homem que coloca em risco toda a humanidade através de manipulações com as nações comunistas.

É através desse laço, que fortalece-se posteriormente em uma grande amizade, que encontramos um dos diferenciais do filme em questão: seu foco não está na violência como em seus antecessores, mas nos traumas, motivações e ideologias; fato que permite uma análise íntima de cada personagem, auxiliando na compreensão de suas diferenças éticas. Isso torna crível não somente a amizade de Magneto e Professor X – Erik e Charles respectivamente – mas também seu distanciamento “saudável” e sua transformação em arqui-rivais.

O enredo bem constituído, com base nos diálogos estruturados com êxito, leva-nos à apreciação da película em outro nível de comprometimento, resultante da absorção prazerosa de cada detalhe da projeção. Momentos recheados com certo humor, a percepção clara da insegurança dos jovens “recrutas” com seus poderes e o visual limpo – embora detalhado – do filme, são outro ponto positivo no conjunto final da obra.

Matthew Vaughn mostra-se, novamente, um exímio diretor, com um olhar crítico bem desenvolvido e uma linguagem visual quase que poética – à exemplo disso encontramos a elipse com Magneto, Shaw e Xavier em uma das cenas finais – particularmente, a cena que creio ser de maior potencial do longa. Vaughn consegue, com o auxílio do roteiro perspicaz de Jane Goldman, igualar ambos lados do conflito entre os comunistas e norte-americanos no quesito ‘humanidade e ética’ em cenas simples e memoráveis, como através da despedida similar dos capitães em relação à sua tripulação em uma das seqüenciais mais intrigantes do longa.
Mas a emoção fica a cargo estreitamento das relações entre as personagens, que conta com as eficazes interpretações de Michael Fassbender, como o vingativo Magneto; James McAvoy, fugindo à todos os papéis de sua carreira; Kevin Bacon, encarnando com perfeição a malícia de Shaw; e os jovens Jennifer Lawrence (Mística) e Caleb Landry Jones (Banshee), que através de pequenos olhares conseguem transmitir sua revolta e insegurança.

E dessa forma, quebrando estereótipos e surpreendendo à todos, X-Men: Primeira Classe prova que Marvel e Hollywood podem levar o expectador ao êxtase quando dedicam-se com seriedade a um projeto; restando à nós, espectadores, a apreciação e esperança de que novas sequências em tal patamar estejam a caminho.

Pôster

Ficha técnica

  • Título original:X-Men: First Class
  • Gênero:Aventura
  • Duração:132 min
  • Ano de lançamento: 2011
  • Estúdio: Century Fox Film
  • Distribuidora: Twentieth Century Fox Film Corporation
  • Direção: Matthew Vaughn
  • Roteiro: Jane Goldman, Jamie Moss Ashley Miller, Zack Stentz e Josh Schwartz
  • Produção: Bryan Singer, Gregory Goodman, Simon Kinberg e Lauren Shuler Donner
  • Música: Henry Jackman
  • Fotografia: Ben Davis
  • Direção de arte: Paul Booth e James Hambidge
  • Figurino: Sammy Sheldon
  • Edição: Eddie Hamilton e Jon Harris

Avaliação

Galeria de Fotos

Este slideshow necessita de JavaScript.

Trailer

Comentários

Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem?

Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet.

2007-2017 Cinema & Afins - Um blog da Booger Network

Topo