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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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Os Filmes e a História: 15 filmes e suas relações com o período histórico que retratam

por em 5/07/2011 às 16:57

Cinema, Listas

Desde o berço a sétima arte busca retratar o caminho da humanidade reproduzindo seus erros, acontecimentos marcantes, glórias…enfim: sua história. Não são, entretanto, todas as obras produzidas condizentes com os fatos, a realidade do momento que tem-se intenção de reproduzir. Desse modo, muito do visto pelo espectador não pode ser considerado mais que mero ‘enterteinment’. Para evitar que haja confusão com os fatos distorcidos pelos estúdios – fatos estes, que podem prejudicar a compreensão do ‘espectador-médio’ – o professor Ciro de Moura Ramos encontrou uma forma de atrair a atenção de seus alunos para assuntos decorrentes ao vestibular através do projeto Cineaula.

Professor há 49 anos – 37 destes no Objetivo – Ciro adaptou um mecanismo já existente, o Cineclube, de forma à torná-lo mais eficaz: o que antes consistia na exibição de uma obra aos alunos com a apresentação ou conclusão à cargo de um professor que dominasse o assunto retratado na película, tornou-se uma dinâmica realização na qual ocorrem intervenções durante a exibição do filme para absorção imediata dos comentários sobre aquele tempo, a finalidade daquela cena, e derivados – sim, pode parecer que isso atrapalha o aproveitamento daquilo que é apresentado, porém a interrupção e explicação de uma ação segundos após sua realização otimiza a associação e absorção dos fatos pelos presentes, motivo este da grande circulação de alunos durante tais projeções.

Confira abaixo a lista de filmes escolhidos pelo professor de história para serem exibidos e alguns comentários do mesmo. Ressaltamos que as obras estão divididas em quatro categorias, cada uma com finalidade específica: filmes Recomendados, que Valem à Pena, Interessantes e Dispensáveis; que todos os filmes exibidos são comerciais, ou seja: nenhum filme de arte ou cult; e com temas relacionados ao vestibular de história. Dessa forma, além dos cinéfilos de plantão, você que está na correria dos estudos pode dar uma pausa e conferir as obras sem peso na consciência: elas só tendem a ajudar! Aproveitem e claro, bons filmes à todos nós!

Categoria #1 – Filmes Recomendados

seleção das obras com uma adaptação crível da realidade da época retratada. São obras que podem ser assistidas e compreendidas sem necessidade de auxílio ou comentários, pois apresentam os momentos que se propõe de forma clara.

Agonia e Êxtase é uma fantástica dramatização, uma verdadeira aula de história sobre o renascimento italiano, relatando toda a luta por trás de uma das maiores obras de arte do mundo.

Neste filme apaixonante, Charlton Heston e Rex Harrison interpretam duas das personalidades mais marcantes da Renascença. O drama histórico, baseado no best-seller de Irving Stone, é ambientado no início do Século XVI, quando o Papa Júlio II encomenda a Michelangelo a pintura do teto da Capela Sistina. A princípio o artista recusa, mas virtualmente forçado por Júlio a fazer o trabalho, ele foge de Roma por não considerar-se ‘capaz’. Posteriormente, quando retorna à pintura, o projeto se torna uma batalha de vontades alimentada pelas diferenças artísticas e de temperamento que são o ponto central deste filme: o foco nos conflitos entre a igreja e a mentalidade renascentista.

Filme de 1970 realizado por Richard Fleischer, Kinji Fukasaku e Toshio Masuda, retrata tanto o ponto de vista japonês como americano na preparação, eventos e erros que possibilitaram o ataque a Pearl Harbor em 1941 – fato que forçou a entrada dos Estados Unidos da América na Segunda Guerra Mundial. O título é referência ao código utilizado em caso de sucesso do ataque japonês, que traduzido para o português significa: “Tigre! Tigre! Tigre!”.

Com um tom quase documental, a obra é um excelente exemplo de fotografia qualitativa no cinema, principalmente em suas cenas de ação, sendo que algumas passagens foram reutilizadas em outros filmes ambientados na Guerra do Pacífico.

+ A frase pronunciada no filme pelo almirante Isoroku Yamamoto após o ataque (“Temo que tudo o que fizemos foi acordar um gigante adormecido e enchê-lo com uma terrível determinação“) nunca foi realmente creditada como uma citação real, sendo que não há provas disso. É provável que tal citação tenha sido criada apenas para dar um efeito dramático, mas mesmo assim, tal frase reapareceu no filme Pearl Harbor. Já, a citação de um ataque aos Estados Unidos (“I can run wild for six months… after that, I have no expectation of success.”) é real, tendo sido registrada em conversas de gabinete da época.

 

Em outubro de 1962 o avião U-2, que fazia vigilância de rotina, tira fotos fotográficas que revelam que a União Soviética está em processo de colocar uma plataforma de lançamento de armas nucleares em Cuba. Tais armas terão a capacidade de destruir em minutos a maior parte do leste e sul dos Estados Unidos. Assim, o presidente John F. Kennedy e seus assessores têm de pôr um plano de ação contra os soviéticos.
Kennedy está determinado em mostrar que é forte o bastante para resistir a ameaça e o Pentágono aconselha o exército dos Estados Unidos a contra golpear, ato que poderia levar a uma outra invasão norte-americana em Cuba.

Assim, por treze dias, o destino da humanidade esteve nas mãos de um grupo reunido no salão oval na Casa Branca, pois a possibilidade de uma guerra nuclear era real e navios soviéticos rumavam para Cuba levando o material que faltava para terminar a plataforma de lançamento, construída em ritmo acelerado. Com a situação em crescente tensão, qualquer ato impensado poderia provocar um conflito armado de conseqüências irreversíveis.

Um filme fidedigno, baseados em fatos reais decorrentes às batalhas constantes do Comunismo e Capitalismo entre os países na Guerra Fria.


Adeus, Lênin! é um longa imperdível não só para fãs do cinema, mas para todos aqueles que desejam aguçar sua visão de mundo e conhecer um pouco mais da história além de seus horizontes.
É um filme alemão, dirigido por Wolfgang Becker, inspirado em um período importante da história cultural da Europa – a queda do Muro de Berlim e a reunificação das duas Alemanhas. Como pano de fundo, são utilizadas personagens reais como Erich Honecker, que governou a RDA (ou Alemanha Oriental) de 1971 a 1989; Mikhail Gorbatchov, o derradeiro líder (1985-1991) da URSS; Helmut Kohl, primeiro chanceler da Alemanha reunificada, e Sigmund Jähn que em 1978 tornou-se o “primeiro alemão no espaço”: um dos tripulantes da espaçonave soviética Sojus 31 – por sinal, é ele quem se transforma na maior de todas as personagens históricos, simbolicamente, sua trajetória no filme de herói a motorista de táxi, resume a derrocada da RDA.

O filme mostra a infância, o enriquecimento e a falência de Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), o empreendedor gaúcho mais conhecido como barão de Mauá, considerado o primeiro grande empresário brasileiro, responsável por uma série de iniciativas modernizadoras para economia nacional ao longo do século XlX.

Nessa realidade, destaca-se a figura de Irineu Evangelista de Souza, o Barão e Visconde de Mauá, símbolo do emergente empresariado brasileiro que atuou nos mais diversos setores da economia urbana. Suas iniciativas iniciam-se em 1846, com a aquisição de um estabelecimento industrial na Ponta de Areia (Rio de Janeiro), onde foram desenvolvidas várias atividades como fundição de ferro e bronze e construção naval. No campo dos serviços, Mauá foi responsável pela produção de navios a vapor, estradas de ferro comunicações telegráficas e bancos; porém sua postura liberal em defesa da abolição da escravatura e sua atitude contrária à Guerra do Paraguai acabam o isolando, resultando na falência ou venda por preços reduzidos de suas empresas.

O filme retrata fielmente momentos importantes como a aprovação da Tarifa Alves Branco, que majorou as taxas alfandegárias, e da Lei Eusébio de Queirós, que em 1850 aboliu o tráfico negreiro; e suas consequências, liberação de capitais para outras atividades que estimularam ainda mais uma série de atividades urbanas no Brasil. Na época foram fundadas 62 empresas industriais, 14 bancos, 8 estradas de ferro, 3 caixas econômicas, além de companhias de navegação a vapor, seguros, gás e transporte urbano.

Embora seja uma obra de qualidade, há um erro que vale à pena ser explicado: em certo momento, Mauá diz que “A Argentina invadiu o Uruguai.”, o que é uma versão ‘brasileira’ da época do Brasil Colônia rumo à Reinado: na realidade, acontecia uma guerra civil, entre a mentalidade dos Blancos e o conservadorismo agrário, que dividiram a América do Sul entre países que apoiavam os progressistas ou os conservadores.

 

Baseado no romance best seller homônimo, Olga é um filme que mostra a vida da militante comunista Olga Benário Prestes da infância burguesa na Alemanha à morte numa das câmaras de gás de Hitler, passando por seu treinamento militar na União Soviética, seu período no Brasil ao lado do marido Luís Carlos Prestes e o nascimento de sua filha, Anita Leocádia, em uma prisão da Gestapo.

Abordando questões históricas e sociais o filme retrata importantes momentos da história do Brasil e do mundo a partir do ponto de vista da vida pessoal da militante comunista.

Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha perdeu parte de seus territórios para a França, Polônia, Dinamarca e Bélgica. Os alemães também foram obrigados, pelo Tratado de Versalhes, a pagar indenizações às nações vencedoras, o que afundou o país em dívidas e gerou desemprego em massa. As tentativas frustradas de uma revolução socialista (1919, 1921 e 1923) e as sucessivas quedas de gabinetes de orientação social-democrata criaram condições favoráveis ao surgimento e expansão do nazismo no país.

Em 1933, quando os nazistas subiram ao poder, pelo voto popular, Hitler pôs suas idéias em prática e suspendeu os direitos civis, dissolveu os partidos políticos, proibiu greves e fechou sindicatos. Com plenos poderes, o Führer decidiu erradicar todos que não considerava alemães puros e, assim, eliminar todos os traços de judaísmo na Alemanha. Também foram perseguidos comunistas, homossexuais e outras minorias.
Em 1939, mais de 300 mil judeus já tinham sido expulsos da Alemanha. Somente após a conquista da Polônia, ainda nesse mesmo ano, os judeus foram tirados de seus guetos e levados para campos de concentração, onde prisioneiros fisicamente aptos eram selecionados para trabalhar até a morte em fábricas.
Desde o começo da Guerra, os nazistas fizeram experiências com os presos, mas a morte em massa ocorreu através das câmaras de gás onde cerca de seis milhões de judeus forma exterminados durante o Holocausto.

Embora seja um filme com crível posicionamento histórico e político da época, tem péssima perspectiva técnica: a utilização de câmera e espaçamento torna a obra pedante, uma novela cinematográfica repleta de closes – um desrespeito à equipe de fotografia e arte.

 

Na baixa Idade Média, estranhas mortes começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado na Itália, onde vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua roxos. Porém, a chegada de um monge franciscano incumbido de investigar os casos irá mostrar o verdadeiro motivo dos crimes, resultando na instalação do tribunal da Santa Inquisição.

A Baixa Idade Média (século XI ao XV) é marcada pela desintegração do feudalismo e formação do capitalismo na Europa Ocidental. Ocorrem assim, nesse período, transformações na esfera econômica com o crescimento do comércio monetário; social, com a projeção da burguesia e sua aliança com o rei; política, através da formação das monarquias nacionais representadas pelos reis absolutistas; e até religiosas, que culminarão com o cisma do ocidente através do protestantismo iniciado por Martinho Lutero na Alemanha, em 1517.

Culturalmente, destaca-se o movimento renascentista que surgiu em Florença no século XIV e se propagou pela Itália e Europa, entre os séculos XV e XVI. O renascimento enquanto movimento cultural, resgatou da antiguidade greco-romana os valores antropocêntricos e racionais, que adaptados ao período entraram em choque com o teocentrismo e dogmatismo medievais sustentados pela Igreja. No filme, o monge franciscano representa o intelectual renascentista que, com uma postura humanista e racional, consegue desvendar a verdade por trás dos crimes cometidos no mosteiro.

É uma obra extremamente rica, mas foge a compreensão das influências e estruturas eclesiásticas por focar-se no suspense da trama fictícia.

Categoria #2 – Filmes que valem á pena

São obras que podem ser compreendidas, mas apresentam melhores resultados com a leitura e estudo prévio de seus períodos históricos para um melhor posicionamento e compreensão dos fatos.

Filme que mostra a luta de Martinho Lutero por seus ideais e sua repercussão mundial. A obra passa informações sobre a visão de Lutero quanto as Indulgências da Igreja Católica; seus ideais após a volta de Roma; a visita de Tetzel em Wittenberg; as 95 Teses de Lutero e o julgamento destas; os conflitos com o Papa Leão X; o impacto de sua postura na Alemanha e a tradução dos livros sagrados para sua língua mãe.

Martinho Lutero carregou consigo, durante algum tempo, um extremo desejo de se tornar padre. Em 1507 chegou a Enfurt, na Alemanha para trabalhar como professor de Teologia na Universidade de Wittemberg que fora fundada pelo Príncipe Frederico III. Em sua primeira missa, Lutero obteve um suposto desequilíbrio emocional, mas na verdade, já eram as dúvidas que pairavam em sua mente começando a ganhar força. A partir deste momento, questionamentos sobre a postura da Igreja Católica começaram a incomodar os conceitos de Lutero, que acreditava na existência de um caminho “gratuito” ao amor de Cristo e da salvação.

Lutero morreu em 1546, aos 63 anos. Após seu casamento, ele ainda pregou seus entendimentos por mais dezesseis anos e muitos dos que vieram a conhecer seus escritos ficaram de seu lado, dando continuidade ao processo de expansão. Os efeitos do protesto de Lutero perpetuam, principalmente, na sociedade alemã, mas repercutem em todo o mundo.

A obra, de 1970, está baseada na vida e feitos de Oliver Cromwell, que liderou as forças do Parlamento de Inglaterra durante a Guerra Civil Inglesa em meados do século XVII e mais tarde, com o título de Lord Protetor, dirigiu a Grã Bretanha e Irlanda. Retrata também, o confuso período no qual se encontrava a Inglaterra, como a situação da crise financeira que ganhava mais força com o turbulento momento em que se encontravam as instituições políticas e religiosas.

É um filme centrado na história pessoal de sua personagens e acontecimentos envolvendo-as, e se destaca nele seu elenco cheio estrelas cinematográficas, como Richard Harris no papel de Cromwell e Alec Guinness como o Rei Carlos I da Inglaterra.

 

Eric Rhomer começou sua carreira como crítico de cinema tornando-se mais tarde, editor da tradicional revista Cahiers Du Cinéma. Em 1950, escreveu seu primeiro curta, mas somente em 1959 conseguiu rodar o primeiro longa: O Signo do Leão. Foi um dos principais membros da famosa e cultuada Nouvelle Vague, linha de cinema transgressora das regras convencionais, principalmente, as ditadas por Hollywood. Dessa forma, várias das características absorvidas durante seus inúmeros anos em contato com o cinema são encontradas em A INGLESA E O DUQUE, seu 21º filme.

Este é o filme que mais aproxima-se à classificação “filme arte” dentre os 15 separados nas diversas categorias. Funciona como uma análise do aspecto social da França pela concepção aristocrática. Baseada no diário de Grace Elliott, uma aristocrata inglesa, a obra conta diversos episódios da Revolução Francesa pós-Bastilha, mas respeita a dimensão de diário do livro (“Ma vie sous la révolution”) e todos os acontecimentos que emergem nos são transpassados através do filtro de Grace, que não desaparece jamais de nossos olhos.

A grande genialidade, e maior fator diferencial, de A Inglesa e o Duque não são, no entanto, de ordem histórica, mas sim narrativa e estética: a Paris do final do século XVIII é reconstituída não pela direção de arte e pela cenografia, mas por um curioso processo digital que transforma telas de pintura em cenário imaginário, com personagens se movimentando de cima a baixo. O efeito obtido é algo de imensurável valor, sendo que os quadros, além de uma beleza notável, transmitem à imagem do filme um estado surpreendente.

Categoria #3 – Filmes Interessantes

são as produções interessantes em aspectos históricos e visuais, críveis, mas que apresentam assuntos poucos propícios ao vestibular.

Irlanda, 1920: trabalhadores do interior do país se organizam para enfrentar os esquadrões britânicos que chegam para sufocar o movimento pela independência. Cansado de testemunhar tanta brutalidade, um jovem estudante de medicina abandona tudo para juntar-se ao irmão, que já aderiu à luta armada. Quando as táticas não-convencionais dos irlandeses começam a abalar a supremacia dos soldados britânicos, o governo se vê forçado a negociar e os dois lados discutem um acordo de paz. Nesse momento, na Irlanda, aqueles que estavam unidos pela independência se dividem entre os que são a favor e os que são contra o acordo, deixando o país em lados opostos de uma nova guerra, agora interna.

É um épico histórico,sobre o que seria o terror do IRA, o Exército Republicano Irlandês, que causou imenso sofrimento à população, economia e política irlandesa.

Espanha, década de 70: em meio à ditadura de Franco, um operário basco é preso pela polícia devido a sua conexão com terroristas. Porém, o serviço secreto espanhol oferece a ele a liberdade em troca de que aceite se infiltrar como espião no grupo ETA. Proposta aceita: origina-se o agente de codinome Lobo, responsável pela queda de um quarto dos ativistas terroristas da organização, representando 150 colaboradores – incluindo alguns membros das forças especiais e algumas figuras do grupo. Sua infiltração desestabilizou a organização terrorista numa época em que suas ações estavam se tornando justificáveis para o braço mais conservador do regime Franco, tomando posse total e parando o processo democrático da Espanha.

A “Operação Lobo” abortou os planos terroristas de escapar da prisão onde estavam presos, e interrompeu também uma campanha para libertá-los. É a história de um homem usado e depois destruído pelo serviço secreto da ditadura – que tentou livrar-se dele durante a operação. Demonstra a coragem necessária durante a transição democrática espanhola.

 

Alemanha, fim da 2ª Guerra Mundial: o Império Nazista chega à seu fim. O Führer e seus seguidores encontram-se em momentos cruciais de suas vidas. É uma reconstrução do momento final do Império Fascista, a decadência do 3º Reich, baseado nos livros “Der Untergang” (“No Banker de Hitler: Os Últimos Dias do 3º Reich”), de Joachim Fest, e “Bis zur letzten Stunde” (“Até a Hora Final: A Última Secretária de Hitler”), de Traudl Junge e Melissa Müller.

O longa adquire ar de documentário, sendo sua diferença para tal gênero a ausência de um entrevistado falando diretamente à câmera em contrapartida às personagens que foram reais fazendo pequenas confissões devido o nervosismo de sua situação. Com visão didática, embora situado em um momento de conhecimento de todos, seu foco na personalidade de Hitler (tornando ausentes as considerações acerca a realidade da Alemanha Nazista no momento) e nas diversas personagens apresentadas de forma razoável e sem aprofundamento, impede maior compreensão do período no qual a trama se passa.

 

Categoria#4 – Filmes Dispensáveis

Produções que deveriam ser ignoradas por qualquer conhecedor dominante de história. São obras onde a assistência de alguém que conheça o assunto torna-se IMPRESCINDÍVEL devido às propositais falhas históricas para melhor aproveitamento de enredo e visual. Não há comentários ou aprofundamento em suas descrições, abaixo, pois ambos filmes servem apenas como entreternimento em uma hora vaga.

Importante : ambos filmes contam com características técnicas impecáveis, efeitos e fotografia magistrais – além da direção do renomado Ridley Scott.

Nos dias finais do reinado de Marcus Aurelius o imperador desperta a ira de seu filho Commodus ao tornar pública sua predileção em deixar o trono para Maximus, o comandante do exército romano. Sedento pelo poder, Commodus mata seu pai, assume a coroa e ordena a morte de Maximus, que consegue fugir antes de ser pego e passa a se esconder sob a identidade de um escravo e gladiador do Império Romano.

 

Balian é um jovem ferreiro francês que guarda luto pela morte de sua esposa e filho. Ele recebe a visita de Godfrey de Ibelin, seu pai, que é também um conceituado barão do rei de Jerusalém e dedica sua vida a manter a paz na Terra Santa. Balian decide se dedicar também à esta meta, mas após a morte de Godfrey ele herda terras e um título de nobreza em Jerusalém. Determinado a manter seu juramento, Balian decide permanecer no local e servir a um rei amaldiçoado como cavaleiro. Paralelamente ele se apaixona pela princesa Sibylla, a irmã do rei.

 

24 Comentários

  1. jão disse:

    OLGA é um lixo histórico, uma vigarice a moda do ptralhismo que assola o país… ridículo colocar esse panfleto ideológico no meio deste post.

    1. Teeh Schwarz disse:

      Querido ‘Jão’, caso não seja de seu conhecimento, Olga Benário foi militante na época do Nazismo, dos regimes totalitários pelo MUNDO. O filme encontra-se na lista justamente por fazer uma análise de tal período em território nacional, não para fazer apologia à partidos políticos. Antes de reclamar injustamente sobre qualquer fator, estude e informe-se para não fazer papel de palhaço.
      Você por acaso leu o artigo? Se o tivesse feito, perceberia o quão irracional foi sua argumentação.

      1. Lucas do Nascimento disse:

        Não podemos esquecer que Olga era soldadinha de Stalin e lutava contra um totalitarismo (fascismo) com o objetivo de implantar outro (comunismo) no nosso país.

        A luta dela NÃO traria liberdade ao nosso país.

      2. Union Jack disse:

        Não interessa a época que o filme retrata. Qualquer um sabe que a história pode sim ser manipulada para representar valores. “Olga” é propaganda esquerdóide tentando se passar por filme de época.

      3. david disse:

        “Embora seja um filme com ótimo posicionamento político e histórico”
        Posso inferir duas coisas:
        1 – Você não conhece a história;
        2 – Você ou não leu o texto, ou possui o mesmo viés ideológico.

        O filme é um lixo, historicamente falando. Prega mentiras e mentiras, além de mostrar assassinos posando de inocentes vítimas.
        Passar bem!

      4. Teeh Schwarz disse:

        Lucas – concordo com o que você: em momento algum disse que ela lutava por liberdade, mas sim que lutava contra o fascismo: isso é BEM diferente.

        Union Jack: sim, a história pode ser manipulada (vide GLADIADOR, 300, CRUZADA, TRÓIA etc), mas o caso de OLGA não é para mostrar ‘Oh, lutem por isso!’ ou ‘Sigam tal movimento político.’, mas sim situar-nos ATUALMENTE dos fatos ocorridos naquela época. É um filme bom? Não. É uma novela prolongada com boa estética, mas tem um posicionamento histórico coerente.

        David: sobre: “Você não conhece a história” – li a biografia e procurei um PROFESSOR de história para escrever o artigo. Será que não conheço a história?
        “Você ou não leu o texto, ou possui o mesmo viés ideológico.” – Eu não só escrevi o texto como sou de direita – não queria envolver política, mas vocês tendem para a má argumentação deduzindo minha ‘ideologia’.

        “O filme é um lixo, historicamente falando. Prega mentiras e mentiras, além de mostrar assassinos posando de inocentes vítimas.” – em momento algum nós nos colocamos em posição de defender o filme, entenda: nós defendemos sua posição em situar o momento histórico, o conflito entre regimes políticos extremamente diferentes. Em momento algum você me vê chamando Olga de heroína, politicamente correta, ou derivados.

        Passar bem também, querido.

      5. Teeh Schwarz disse:

        Ressaltando: “Abordando questões históricas e sociais o filme retrata importantes momentos da história do Brasil e do mundo a partir do ponto de vista da vida PESSOAL da militante comunista.” Leiam com atenção!

  2. Aline disse:

    Vale lembrar de Alexandre o grande

    1. Right disse:

      Parabéns, são poucos os sites/blogs sobre cinema que realmente acrescentam, a grande maioria reproduz somente.

      Destaque para Adeus Lenin…

    2. Teeh Schwarz disse:

      Alexandre segue a mesma linha de GLADIADOR e CRUZADAS Aline: não tem credibilidade alguma e ainda é uma péssima produção de Oliver Stone. Lamentável!

  3. Diego Scofield disse:

    Se formos juntar juntar história e grande produção, eu fico com o GLADIADOR.

    1. Teeh Schwarz disse:

      Diego, mas GLADIADOR distorce a história. Nem cerca de 20% do mostrado confere com a realidade! Como produção, um show! Como fiel à história…um fracasso.

  4. Marcos Susskind disse:

    Muito bom o post. Lembro que em 2005 eu fui fazer o vestibular, e o professor pediu para ver O Filme A Queda, realmente é bem interessante o filme, mas nao ajuda mto para entender aquele contexto histórico. O que ajudou bastante foi o filme Adeus Lenin.

    Vc poderia aproveitar o tema e fazer um apanhado que documenta momentos históricos. Como as séries são mais longas, até fica melhor explicado esses acontecimentos. Dentre as séries recomendo The Tudors e Rome.

  5. Ciro disse:

    Gostei da lista, mas quanto ao filme Luther ele tambem erra ja que tal individuo morreu louco, e no final de sua vida virou antisemita; até seu nome e uma falacia, Martin Luther de nitido sotaque ingles e não alemão, Luder seria o mais certo, ele so e gabado e aceito como verdade porque o “capo” do mundo (EUA) e protestante.

    1. Teeh Schwarz disse:

      Ciro, o caso é que tal união (‘th’) soa como você comentou, na língua germânica de época; e é por essas e outras ressalvas que o filme encontra-se classificado como: obra que pode ser compreendida, mas apresenta melhores resultados com a leitura e estudo prévio de seus períodos históricos para um melhor posicionamento e compreensão dos fatos.

      Abraços!

  6. Teeh Schwarz disse:

    Daniel, o artigo foi escrito com auxílio de um renomado professor de História que realçou o fato de que, além de algumas personagens serem baseadas em pessoas reais, nada mais no filme confere à realidade de época.

  7. Tatiana disse:

    Sou professora de história e adorei a matéria sobre os filmes… Certamente usarei algumas destas dicas cinematográficas para ilustrar minhas aulas… Um grande abraço!

  8. Liliane disse:

    Por favor estou procurando algum livro que tenha sido inspirado na obra triologia USA de John dos Passos, se alguém souber peço que me informe.
    Grata.

  9. GAPJ disse:

    O artigo realmente merece nossa atenção. Os filmes de Ridley Scott são realmente um show de produção, se são um fracasso do ponto de vista dos fatos, não discuto (o próprio Ridley Scott reconhece isso nos “making of”), mas creio que mesmo assim há belas lições transmitidas. Gostaria de saber quais os principais momentos dos filmes que contrariam os fatos históricos. Obrigado.

  10. Robson disse:

    Olá, você poderia recomendar algum site com informação fidedigna da história???
    Obrigado.

  11. Aline disse:

    Muito bom o post. Obrigada!

  12. jorge santos disse:

    Senhora Teeh, acredito não existir filme algum sem a interferência de um posicionamento do autor. Por isso creio que os filmes podem serem usados em partes nas aulas e assistidos apenas como uma forma de laser.

  13. Ana dos 1000 dias também é otimoooo. Recomendo. :)