Cinema

Crítica | Across the Universe

Sinopse

O Inglês Jude ( Jim Sturgess) viaja na década de 60 pela América à procura de seu desconhecido pai e acaba se apaixonando por Lucy (Evan Rachel Wood). Quando o irmão de Lucy, Max (Joe Anderson), é chamado para lutar na Guerra do Vietnã, eles se envolvem em campanhas pela paz. Tudo isso tendo como pano de fundo a revolução social dos anos 60 e a explosão musical dos Beatles.

Critica

O Inglês Jude ( Jim Sturgess) viaja na década de 60 pela América à procura de seu desconhecido pai e acaba se apaixonando por Lucy (Evan Rachel Wood). Quando o irmão de Lucy, Max (Joe Anderson), é chamado para lutar na Guerra do Vietnã, eles se envolvem em campanhas pela paz. Tudo isso tendo como pano de fundo a revolução social dos anos 60 e a explosão musical dos Beatles.

A diretora Julie Taymor (Frida), encaixou uma bela história de amor, guerra e política em 33 belas canções dos Beatles, um elenco afiado e com participações especiais de Bono (como hippie Dr. Robert cantando “I am The Walrus”), Joe Cocker (triplo papel de um cafetão, mendigo e hippie emprestando sua voz rouca para “Come Together”), Salma Hayek (dançando “Happiness is a Warm Gun” vestida de enfermeira) e do comediante Eddie Izzard (o apresentador do circo em “Being For the Benefit of Mr. Kite!”)”, que Across Universe se torna um dos melhores musicais,na minha opinião.

Além de a trilha sonora ser toda composta pelos Beatles, Taymor fez questão de fazer várias citações sobre anos 60 e sobre a biografia dos quatro jovens de Liverpool, isso pode ser interpretado como exagero por muitos, assim como algumas cenas da fase psicodélica (particularmente, a participação de Bono, foi Desnecessária) poderiam ter ficado de fora, e a personagem Prudence, que claramente só está ali para que “Dear Prudence” seja cantada. O momento é tão belo quanto à canção, mas em nada altera a trama central e por isso poderia facilmente ter ficado na sala de edição, deixando ali apenas a referência para quem é fã do quarteto, ao lado da irmã de Lucy e Max, que se chama Júlia, ou a maçã cortada por Jude, alusão ao selo musical Apple, fundado pelos Beatles em 1968.

“Across the Universe” tem um roteiro simples, mas é muito bem conduzido desde inicio até o fim, com belas interpretações, coreografias, fotografia e montagens, porém o longa lembra bastante a formula utilizada por Baz Luhrmann e com seu também espetacular “Moulin Rouge”, que cria um musical moderno utilizando músicas clássicas da cultura pop.

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