Cinema

Crítica | Os Vingadores: A Era de Ultron

Sinopse

O Marvel Studios apresenta: Os Vingadores 2: A Era de Ultron, a épica sequência do maior filme de super-heróis de todos os tempos. Quando Tony Stark tenta alavancar um programa de paz virtual, as coisas dão errado e os maiores heróis da Terra, incluindo Homem de Ferro, Capitão América, Thor, o Incrível Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro enfrentam o teste definitivo enquanto o destino do planeta está em jogo. Quando o vilanesco Ultron surge, cabe aos Vingadores impedi-lo de concluir os seus planos terríveis. Para tanto, logo surgem alianças inesperadas que abrem caminho para uma aventura global épica e única.

Critica

Dirigido e escrito novamente por Joss Whedon, “Vingadores: A Era de Ultron” fecha a segunda fase da Marvel nos cinemas, de forma madura e eficiente, apesar de algumas ressalvas.

O longa começa após os acontecimentos de “Capitão América – O Soldado Invernal“, mostrando os heróis recuperando o cetro de Loki, em uma sequencia de ação de tirar o fôlego. O artefato é peça fundamental para trama, por três motivos; justifica a presença de Thor (menos presente na tela, que em Os Vingadores) na terra e ajuda nas criações de “Ultron” e “O Visão”.

Diferente das histórias em quadrinhos (onde Ultron foi projetado pelo Dr. Henry Pym, o primeiro Homem-Formiga), o vilão aqui é uma criação deTony Stark (Robert Downey Jr.) e surge na primeira meia hora de filme, evoluindo aos poucos a sua personalidade a cada troca de “corpo”. Com uma inteligência artificial avançada, a criatura parece com seu criador em vários aspectos, “Ultron” é confiante, megalomaníaco, engraçado e ameaçador.

Como a maioria dos personagens já estão estabelecidos no universo, o diretor opta de forma inteligente desenvolver os dois personagens que ainda não ganharam filmes solo, a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). Principalmente este último, que mostra sua fragilidade perante os outros heróis, afinal “em meio de Deuses, ele é apenas um cara de arco e flecha“, como ele mesmo ressalta. Gavião também é importante na trama para estabelecer a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) nos Vingadores.

Diferente de outros filmes de heróis, aqui o diretor se preocupa com os civis, mostrando que no meio de toda a bagunça, há tempo para ter atos heroicos entre uma batalha e outra, abrindo novamente a discussão, será que o mundo precisa mesmo dos Vingadores? O mais atingido por essa questão é o Hulk (Mark Ruffalo), sabendo que suas condições de permanecer em civilização está cada vez mais inviável. E por falar em conflito, o embate entre Capitão Américae Homem de Ferro começa ganhar um contorno, preparando o terreno para os próximos filmes daMarvel, principalmente para “Guerra Civil”. Além disso, o longa deixa também a brecha para o filme do “Pantera Negra”.

Apesar de se preocupar em trazer mais complexidade para o roteiro, a estrutura narrativa do longa é a mesma do primeiro filme, só que em uma escala muito maior. E é exatamente onde o diretor perde um pouco mão, apesar das cenas muito bem construídas e com efeitos especiais espetaculares, o exagero, principalmente na última batalha, pode ser encarado apenas como um escapismo de roteiro, para valorizar o ato heroico.

Embora de todo material de divulgação do filme apontar para um clima mais sombrio, o longa apenas ganha um tom mais sério, sendo divertido tanto quanto o antecessor. Mostrando que o Joss Whedon aprendeu com seus erros e  que filme de herói pode misturar seriedade e diversão sem perder a essência de um bom Blockbuster .

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