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Filmes baseados em fatos reais | Z – A Cidade Perdida

Entra em cartaz hoje, o longa “Z – A Cidade Perdida”, filme estrelado por Charlie Hunnam (Circulo de Fogo) e Sienna Miller (Sniper Americano), que conta a historia do Coronel Percy Harrison Fawcett, um famoso arqueólogo e explorador britânico que desapareceu ao organizar uma expedição para procurar por uma civilização perdida na Serra do Roncador, em Barra do Garças, no estado do Mato Grosso, Brasil.

Fizemos uma comparação com a semelhança física dos atores com os personagens reais da historia.

Atores

Personagens Reais

Charlie Hunnam

Nascimento
10/04/1980
Local 
Newcastle upon Tyne, Tyne and Wear, Inglaterra, UK

Percy Fawcett

Nascimento
18/08/1867
Local 
Torquay, Devon, Inglaterra
Desapareceu
29/05/1925, Mato Grosso, Brasil

Sienna Miller

Nascimento
28/12/1981
Local 
New York, USA

Nina Fawcett

Nascimento
1871
Local 
Kalutara, Kolamba, Ceylon
Morte
1954, Brighton, Sussex, Inglaterra

Tom Holland

Nascimento
01/06/1996
Local 
Kingston upon Thames, Inglaterra

Jack Fawcett

Nascimento
19/05/1903
Local
Colombo, Ceylon
Desapareceu
19/05/1925, Mato Grosso, Brasil

Robert Pattinson

Nascimento
13/05/1986
Local 
Barnes, Londres, Inglaterra

Henry Costin

Data de Nascimento
Desconhecida
Local
Inglaterra

Angus Macfadyen

Nascimento
21/09/1963
Local 
Glasgow, Scotland, Inglaterra

James Murray

Nascimento
21/07/1865
Local
Glasgow, Scotland, Inglaterra
Morte
Em navegação no oceano artico, 1914

Elena Solovey

Nascimento
24/02/1947
Local 
Neustrelitz, Alemanha

Helena Blavatsky

Nascimento
12/08/1831
Local
Yekaterinoslav, Russia
Morte
Gripe, 08/05/1891, Londres Inglaterra

A Cidade

Após a Primeira Guerra mundial, Percy Fawcett veio à América do Sul, onde já havia estado antes da guerra. Fawcett estava intrigado com histórias de uma cidade perdida, oculta no meio da selva. Lendas de uma cidade perdida no meio da selva amazônica vem desde o século XVI, quando os espanhóis ficaram maravilhados com a enorme riqueza em ouro do Império Inca e acreditavam que haviam uma cidade de onde os Incas tiravam toda sua riqueza. Fawcett, porém, não estava interessado na cidade de ouro ou Eldorado, ele acreditava na existência de outra cidade, habitada por uma antiga raça de brancos europeus. Fawcett batizou a cidade de “Z” e acreditava que ela estava perdida no noroeste do Brasil.

A Expedição

Fascinada com a idéia de uma cidade perdida no meio da selva, a Sociedade Geográfica Real Britânica decidiu financiar Fawcett.

Fawcett chegou ao Brasil em março de 1925. O grupo era pequeno, contava com alguns guias locais e animais de carga, além de seu filho e o amigo de seu filho.

Em 15 de maio, após uma caminhada de 500 quilômetros, o grupo chegou à aldeia dos índios bakairi onde descansaram por alguns dias. Da aldeia dos bakairi, Fawcett e sua expedição chegaram a um lugar que Fawcett chamava de “Campo do Cavalo Morto”. Este local era o local onde Fawcett havia abandonado a expedição anterior, cinco anos antes.

Em 29 de maio, Fawcett escreveu à esposa dizendo que esperava fazer contato com índios locais no prazo de uma semana e que estava prestes a entrar em um local totalmente inexplorado. Em sua carta ele termina dizendo: “Não é preciso ter medo do fracasso.” A carta foi entregue a um dos guias para que pudesse ser enviada. Foi a última notícia que se teve de Fawcett. Fawcett, seu filho Jack e o amigo de seu filho Rimmell nunca mais foram vistos.

Expedição de busca e resgate

Em 1928, o mundo inteiro estava intrigado com o desaparecimento de um dos maiores exploradores do planeta. Em maio do mesmo ano, um grupo de jornais norte-americanos financiou uma busca aos três exploradores desaparecidos. A expedição foi liderada pelo comandante George Dyott, oficial da marinha americana. De Cuiabá, a expedição chegou ao Campo do Cavalo Morto e de lá chegaram a aldeia dos índios Na Fukas. Os índios disseram a Dyott que Fawcett havia partido do Campo do Cavalo Morto 2 anos antes. Uma coisa chamou a atenção de Dyott, o chefe da tribo usava um medalhão de bronze no pescoço contendo o nome da firma inglesa que havia fornecido o equipamento de Fawcett. O chefe da tribo afirmou que Fawcett havia lhe dado o medalhão como presente de partida. Suspeitando que os índios sabiam mais do que contavam, Dyott começou a fazer várias perguntas o que deixou o clima tenso e os índios nervosos. Temendo um ataque, Dyott deu meia volta e voltou para Cuiabá. Posteriormente, Dyott escreveu um livro em que afirmava que possivelmente, Fawcett e seus acompanhantes foram mortos por índios locais.

A última grande expedição a procura de Fawcett ocorreu em 1996 e foi financiada pelo banqueiro americano James Lince. A expedição foi um fracasso, os índios da região sequestraram os exploradores e confiscaram seus equipamentos e carros, dando um prejuízo estimado de U$ 30 mil dólares. Isso contribuiu bastante para o enigma de Percy Fawcett, já que muitos dizem que todos aqueles que tentam procurar Fawcett acabam amaldiçoados. De fato, cerca de 100 pessoas morreram em expedições posteriores de busca ao desaparecimento de Fawcett e seus dois acompanhantes. Em tempo: Fawcett deixou escrito que caso ele não voltasse, nenhuma equipe de busca deveria ser enviada para o seu resgate.

Na Foto: O Coronel Percy Fawcett em 1906 na Bolívia.
Grandes-Mistérios-O-Desaparecimento-de-Percy-Fawcett
Na Foto: Orlando Villas Bôas junto a dois índios Kalapalo com a suposta ossada do Coronel Fawcett. 1952
Grandes-Mistérios-O-Desaparecimento-de-Percy-Fawcett-Ossada

A suposta ossada do Cel. Fawcett

Em 1952, seis anos depois do primeiro contato com os índios Kalapalo, os índios confidenciaram a história dos exploradores que haviam sido mortos muitos anos antes quando passavam na região. A narrativa levava a crer que os exploradores eram Percy Harrison Fawcett, Jack Fawcett e Raleigh Rimmell. O Cel. Fawcett teria advertido crianças da aldeia que, por sua curiosidade, ficavam perto de seu acampamento tocando nos objetos pessoais dos exploradores. A conduta do coronel, no entanto, não teria agradado os pais das crianças resolvendo, assim, responder àquela conduta ofensiva do visitante. Jack e Rimell teriam sido flechados e descartados no rio. O Cel. Fawcett teria sido morto com golpes de borduna e enterrado numa cova rasa rente a uma árvore.

Orlando Villas Bôas junto a dois índios Kalapalo com a suposta ossada do Coronel Fawcett. 1952 Diante desta declaração, Cláudio e Orlando Villas Bôas localizaram o local onde teria sido morto o explorador inglês. Lá foram achados ossos humanos e objetos pessoais evidentemente de nossa sociedade como: faca, botões e pequenos objetos metálicos. Teria, assim, terminado o mistério do desaparecimento do explorador inglês. A ossada passou por inúmeros testes, no Brasil e Inglaterra, mas não se chegou a uma conclusão satisfatória. Atualmente, os ossos achados em 1952 pelos Villas Bôas encontram-se no Instituto Médico Legal da Universidade de São Paulo. Foi realizado o exame de DNA mitocondrial mas a família Fawcett se recusa a submeter-se a este exame.

Referências : Wikipedia e O Aprendiz Verde
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