Cinema

Dia dos Namorados | 10 dos casais improváveis mais marcantes do cinema

Não existe uma fórmula para o amor, por isso muitos casais improváveis acabam dando certo, até quando o universo conspira contra. E pensando nisso, nesse dia dos namorados, resolvi listar 10 dos casais improváveis mais marcantes do cinema – todos passaram por inúmeras dificuldades, acabando em algumas histórias engraçadas e outras trágicas, mas no final, fica a prova que todo romântico sempre quis: o amor supera todas as dificuldades.

Corra,-Lola,-Corra

Em ‘Lola Rennt’, encontramos o típico: se correr o bicho pega, se ficar…o bicho come. Lola é filha de um rico pai bancário, extravagante e com um namorado, digamos envolvido em uma ENORME encrenca. Manni é o coletor de uma quadrilha e estava tendo o seu dia de sorte carregando uma grande quantidade de dinheiro do bando como teste de confiança. Só que, para o seu azar, perdeu o dinheiro no trem da cidade. Entrando em desespero e tendo que, em 20 minutos, recuperar todo o valor perdido, desesperado, ele liga para sua namorada. Lola começa uma incansável corrida contra o tempo para tentar arrumar todo o dinheiro e evitar que seu namorado não tenha de acertar as contas da gangue…com sua própria vida. É uma prova de amor, é uma dificuldade EXTREMA! Afinal, você conhece alguém que passaria pela quantia de sufocos que a protagonista passa nesses 20min. por…amor?

A maioria das pessoas abriria mão do dinheiro, do relacionamento. Lola não. E, literalmente, correr contra o tempo, é sua forma de demonstrar isso.
Curiosidade: A forma irregular do filme ser contado já foi utilizada em diversas outras produções, mas excepcionalmente esta, foi ‘parafraseada’ no clipe ‘Ocean Avenue’ da banda ‘Yellowcard’.

Henry-Roth-&-Lucy-Whitmore

Muitos relacionamentos passam por situações desagradabilíssimas devido esquecimentos: datas de aniversário, primeiro beijo, à quanto tempo o casal se conhece… Essa situação é inevitável quando se está na pele de Henry e Lucy.

Henry Roth é um veterinário paquerador, que vive no Havaí e é famoso pelo grande número de turistas que conquista.
Seu novo alvo é Lucy Whitmore, moradora local por quem ele se apaixona perdidamente. Porém há um pequeno detalhe que pode atrapalhar: Lucy sofre de falta de memória de curto prazo, o que faz com que ela rapidamente se esqueça de fatos que acabaram de acontecer.
Devido à isso, Henry é obrigado a conquistá-la, dia após dia, para ficar ao seu lado. Após assistir a esse filme, ter um aniversário de namoro esquecido é quase um elogio! Ter a persistência de fazer alguém se apaixonar, de diferentes formas, TODOS os dias até o fim DOS DIAS é trabalhoso, ocupa muito tempo, e é preciso ter muito amor no coração para fazer isso. Graças à Deus Lucy encontrou Henry (ou foi o contrário?), ou então nunca teria tido sua história de amor.

O-Curioso-Caso-de-Benjamin-Button

Diferenças de idade sempre deram trabalho em relacionamentos. Mas, e se elas fossem somente aparentes?

Nova Orleans, ano de 1918. Benjamin Button nasce, de forma incomum: aparência e doenças de uma pessoa em torno dos oitenta anos mesmo sendo um bebê. Ao invés de envelhecer com o passar do tempo, Button rejuvenesce. Coisa que só consegue ser ‘ignorada’ quando somos crianças. E é então, quando ainda criança, que ele conhece Daisy, da mesma idade que ele, por quem se apaixona. Mas como pode um amor destes acontecer se é preciso esperar que Daisy cresça, tornando-se uma mulher, e que Benjamin rejuvenesça para que, visualmente, tenham idades parecidas?

Bem, essa história, que foi inspirada na famosa frase de Mark Twain: “A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18“, nos mostra que a vida não seria infinitamente mais feliz, mas sim, mais dolorosa. Para viver um amor deste, principalmente o tempo estipula limites. E é preciso ter maturidade para saber quando o seu está próximo. É um filme maravilhoso, Pitt e Blanchett tem uma relação incomum, que em conjunto com a história contada, comove.
Curiosidade: Este é o 2º filme em que Brad Pitt e Cate Blanchett atuam juntos. O anterior foi Babel (2006).

Sr.-&-Sra-Smith

O segundo casal envolvendo Brad Pitt, não tem uma história comovente, mas sim um casal que, literalmente, quer se matar.

John e Jane Smith trabalham como assassinos de aluguel. Eles são também casados, mas um não sabe do trabalho do outro por trabalharem em empresas ‘concorrentes’, e assim, vivem atualmente uma vida entediada. A situação entre eles muda de rumo quando cada um recebe um novo trabalho de sua respectiva agência, que faz com que eles se encontrem para realizar a mesma missão. Temos uma prova de que a tênue linha entre ‘amor e ódio’ existe, e realmente, é fácil transpassá-la.

Curiosidade: Após a saída de Nicole Kidman de Sr. e Sra. Smith, Brad Pitt também decidiu deixar o projeto. Apenas após a contratação de Angelina Jolie é que o ator decidiu por retornar ao elenco.

Ps.-Eu-te-Amo

‘Até que morte nos separe.’ Ao casar, todo e qualquer casal utiliza esta frase, mas seremos capazes de ser seprados mesmo que pela…morte?

Holly Kennedy é casada com Gerry, um irlandês engraçado por quem é completamente apaixonada. Porém quando Gerry morre devido a uma doença a vida de Holly também acaba, já que ela entra em profunda depressão. Oque ela não esperava era que Gerry deixa-se para ela diversas cartas antes de morrer, cada uma delas buscando guiar Holly no caminho de sua recuperação, de sua libertação do estade de luto, não apenas de sua dor pela sua perda mas também, uma rota até sua própria redescoberta.

Muitos acharam o tema ‘mórbido’, mas eu, sinceramente, acho lindo o fato de que alguém, sabendo que vai morrer, importa-se com a situação na qual vai deixar a sua ‘alma-gêmea’. Nem o fantasma de Patrick Swayze em ‘Ghost’ consegue ser tão dedicado como foi um Gerry pré-óbito!

O-fabuloso-detino-de-Amélie

Voyerismo pode levar não à destruição de um relacionamento, mas a ele propriamente dito!

Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete.
Um certo dia, acaba encontrando uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo. É assim que encontra Dominique, antigo dono do apartamento – e da caixa – que chora de alegria ao reaver o seu objeto. A moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo, e a partir de pequenos gestos, passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor…

Amélie é/era uma voyer, isso é fato – ou ao menos uma interpretação. Analisava a vida das pessoas ao seu redor e envolvia-se imperceptivelmente nelas, com exceção de uma da qual ela gostaria de REALMENTE fazer parte: a vida de Nino. O casal propriamente dito pouco aparece em cena como ‘casal’, mas toda a ‘maracutaia’ que a bela arma para alcançar e conquistar o amado já faz valer oque, em uma continuação, seria um LINDO casal.

04-•-Tyler-Durden-&-Marla-Singer

Você envolveria-se com alguém que odeia? Se a resposta foi ‘não’, não negue com tanta certeza…

Jack é um executivo yuppie, trabalha como investigador de seguros, mora confortavelmente, mas sua ansiedade o perturba. A resposta para seu problema ele encontra nos grupos noturnos de apoio, onde convive com alguns ‘problemáticos’ como a viciada Marla Singer. Se não bastasse ter que aturar uma louca, Jack se vê obrigado a compactuar e viver com o estranho e genial Tyler Durden. Misterioso e cheio de ideias, Tyler monta com Jack um grupo secreto que se encontra para extravasar suas angústias e tensões através de violentos combates corporais.

O casal aqui seria considerado, na realidade, um triângulo amoroso se Tyler (spoiler!) não fosse parte do íntimo de Jack, sua segunda – e muito mais atraente e corajosa – personalidade. Mas seja com Tyler, ou com Jack, Marla é quem brilha. Helena Bonham Carter está fantástica na pele da personagem! Tyler/Jack e Marla têm um dos relacionamento menos usuais e mais interessantes de toda a história do cinema!

Brilho-Eterno-de-uma-Mente-sem-Lembranças

Que amor consegue sobreviver à acontecimentos e superar fatos que ambos os lados decidiram apagar, literalmente, de suas memórias?
Joel e Clementine formavam um casal que durante anos tentou fazer com que o relacionamento desse certo, porém, desiludida com o fracasso, Clementine decide esquecer Joel para sempre e, para tanto, aceita se submeter a um tratamento experimental, que retira de sua memória os momentos vividos com ele.
Após saber de sua atitude, Joel entra em depressão, frustrado por ainda estar apaixonado por alguém que quer esquecê-lo e decidido a superar a questão, também se submete ao tratamento experimental…Porém acaba desistindo durante o processo e assim, começa a encaixar Clementine em momentos de sua memória aos quais ela não pertence.
É a típica atitude dos apaixonados: o amor é tanto que as vezes o sofrimento que sentimos, ao ser causado pelo amado, nos dá vontade de proferir aquela velha frase: Gostaria de nunca tê-lo conhecido! Mas como dito, o amor é tanto, que sempre volta-se atrás, e muitas vezes, submete-se a passar por tudo…novamente.

O-Amor-pode-dar-Certo

O amor supera todas as barreiras imagináveis, inclusive às coisas mais naturais do mundo, como a doença, a morte.

Quando Henry Griffin descobre que tem um câncer terminal, ele decide viver o resto de sua vida ao máximo. Depois de uma tentativa frustrada de reaproximação com a mulher e os filhos, ele larga o emprego e muda-se para Greenwich Village. Enquanto assiste a uma aula sobre a morte na Universidade de Nova York, Griffin encontra Sarah Phoenix, uma mulher que afetará profundamente seus dias remanescentes. O que o mesmo não sabe, é que assim como ele, Sarah não quer se envolver com ninguém, pois também prepara-se para encarar a pior inimiga dos amantes…a morte!

Um casal que vive tudo intensamente por saber serem aqueles seus últimos momentos, e que conseguem fazer destes, os melhores de suas vidas. Não por serem únicos, mas por terem à seu lado, alguém que compreende seu estado.

Moulin-Rouge---Amor-em-Vermelho

O primeiro casal de TODAS as minhas listas sempre será aquele que proferiu uma das frases que mais me marcou: The greatest thing, that you’ll ever learn, is just to love, and be loved in return! A história se passa em 1899 e gira em torno de um jovem poeta, Christian, que desafia a autoridade de seu pai ao se mudar para Montmartre, Paris – um lugar amoral, boêmio e onde todos são viciados em absinto. Lá, ele é recolhido por ninguém menos do que Toulouse-Lautrec e seus amigos, cujas vidas são centradas em Moulin Rouge, um mundo miserável, cheio de glamour, sexo, drogas, eletricidade e – o que é ainda mais chocante – de cancã. É então que Christian se condena ao cometer o pior ato possível em meio ao antro de futilidades imorais: apaixonar-se pela maior estrela de Moulin Rouge, uma cortesã, Satine.
Seja a doença, seja o meio em que desenvolve-se seu amor, sejam as dificuldades, esta é uma das mais belas histórias de amor que já vi, e este, definitivamente é um casal que vive tudo, como se não houvesse amanhã!

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