Cinema

Crítica | À Prova de Morte

Sinopse

Jungle Julia (Sydney Tamiia Poitier), a DJ mais sexy de Austin, sai para se divertir com suas melhores amigas. Atraentes, elas chamam a atenção de todos por onde passam, inclusive a do misterioso Stuntman Mike (Kurt Russell), um dublê temperamental que se esconde atrás do volante do seu carro indestrutível. Ele passa a seguir as garotas com a intenção de matá-las. Na segunda história, Stuntman Mike escolhe suas vítimas no Tennessee, porém, entre as quatro amigas estão duas experientes dublês que darão muito trabalho ao psicopata.

Crítica

Trilhas sonoras excepcionais, roteiros cômicos e bem desenvolvidos, elenco de sucesso, câmeras posicionadas em ângulos magníficos e efeitos especiais dignos dos filmes de ação e horror do início dos anos 70.

Essa descrição acima não se encaixaria em outra obra além de “Grindhouse”, junção dos filmes “Planeta Terror” e “Death Proof” da dupla de cineastas Robert Rodriguez e Quentin Tarantino (respectivamente).

Os filmes são claramente uma homenagem aos “filmes-B” do fim do século passado, e são os melhores do gênero nos últimos anos. Mas hoje, o assunto é somente “Á Prova de Morte”, guardemos “Planeta Terror” para termos algo motivador o suficiente no futuro. Com seus estranhos costumes e sem medo de arriscar, o diretor (roteirista, produtor e tudo mais que se possa imaginar) Quentin Tarantino, é um grande exemplo do “ame-o ou deixe-o”, e me classifico com orgulho, entre os primeiros. “Death Proof” é focado na história de Stuntman Mike, um “dublê” de filmes e séries de ação dos anos 70 que já não está mais nos seus dias de glória, e que com seu carro “à prova de morte”, aterroriza a vida de 8 belas garotas (separadas em dois grupos diferentes de jovens mulheres). O primeiro é composto por Jungle Julia, Arlene “Butterfly”, Shanna e Lanna Frank, jovens arrogantes que brincam com os homens e querem somente encher a cara e se divertir. Do segundo grupo fazem parte Kim, Abernathy, Lee e Zoë (a dupla de ‘The Bride’ em “Kill Bill”, aqui interpretando a si mesma), mulheres temperamentais que trabalham em filmes e estão decididas a experimentar as potencialidades de um Dodge Challenger de 1970. Como “Kill Bill”, as melhores cenas do filme são geradas pelo desejo de vingança, mas em contraste à exploração sexual típica deste gênero de filmes, aqui é aberto espaço para a força das mulheres, estabelecendo um ritmo crescente, que vai desde os intensos diálogos da primeira parte à envolvente ação final, além de um deliberado estilo anos 70, com fotografia granulosa, cores gastas, película com riscos e cortes propositais na montagem.

Como todo filme do diretor, os diálogos são muito bem elaborados e somos levados do êxtase à tensão em segundos por suas cenas. Ele também nos dá um presente com uma ponta da belíssima Rose McGowan (que acaba sendo a primeira vítima do ‘duplo’) e não deixa, ele mesmo, de fazer uma pequena colaboração no ‘elenco’ (algo sempre adorado por seus fãs). Tarantino nos dá uma fórmula inusitada – mulheres querendo farra, bebidas, drogas e carros velozes, além de um velho dublê regado à piña colada sem álcool – para se fazer um filme de qualidade e atemporal. Não é o tipo de filme que um amante do cinema possa se dar o luxo de perder!

Pôster

Ficha técnica

  • Título original: Death Proof
  • Gênero: Terror
  • Duração: 01 hs 53 min
  • Ano de lançamento: 2007
  • Distribuidora: Dimension Films / The Weinstein Company / Europa Filmes
  • Direção: Quentin Tarantino
  • Roteiro: Quentin Tarantino
  • Produção:Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez, Erica Steinberg e Quentin Tarantino
  • Fotografia: Quentin Tarantino
  • Figurino: Nina Proctor
  • Edição: Sally Menke

Avaliação

Galeria de Fotos

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