Cinema

Crítica | Death Note

Crítica | Death Note

Sinopse

Adaptada do mangá de Takeshi Obata, a história gira em torno do jovem Light Turner (Nat Wolff), estudante brilhante que não sabe o que fazer com seu futuro até o dia em que encontra o Death Note. Ele descobre que pode adicionar nomes ao caderno, causando a morte de tais pessoas, e logo decide se livrar de vários criminosos. Seus atos, no entanto, despertam a atenção da polícia e Light começa a ser seguido por um perigoso homem.

Crítica

As adaptações de animes/mangás continuam sendo um grande desafio para mercado hollywoodiano, o pavoroso Dragon Ball Evolution,  O Último Mestre do Ar e o recente “Death Note”, lançado na última sexta-feira (25 de agosto)  pela Netflix, reforçam esse tabu.

Criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata “Death Note” foi um dos mangás mais populares da década passada. O sucesso é justificado por causa dos temas discutidos e o embate inteligente entre os protagonistas. Mesmo com esse ótimo material em mãos, o diretor Adam Wingard (dos fracos “Bruxa de Blair” e “Imortais“) e os roteiristas Jeremy Slate (Quarteto Fantástico) e Charley Parlapanides (Imortais) conseguiram fazer um dos piores filmes de todos os tempos. É isso mesmo, a produção da Netflix é um desastre não só como adaptação, mas como filme por si só. Com um roteiro cheio de furos, atuações vergonhosas e uma péssima direção, o filme fracassa em todos aspectos, até a trilha sonora é totalmente fora de contexto em algumas cenas.

Diferente do anime, que utiliza as mortes como plano de fundo para debater assuntos mais interessantes como justiça e livre arbítrio, o longa transforma as mortes (que nitidamente foram inspiradas na série de filmes  “A Premonição) em um espetáculo gore, tirando todo peso que elas realmente representam.

Apesar de entender que adaptações são necessárias, como a ausência de personagens e a troca de etnia, acredito que a essência da obra original deve ser mantida. Algo que não ocorre aqui. As motivações e as personalidades dos protagonistas foram alteradas. Light Turner (Nat Wolff, de a “Culpa é das Estrelas“) é que mais sofre, de um jovem extremamente inteligente passa por um adolescente trambiqueiro, revoltado e apaixonado. Já o “L” (Lakeith Stanfield), por um instante consegue imprimir os trejeitos do personagem, até se tornar um sujeito descontrolado sedento por vingança.

Um dos grandes problemas do filme é o ritmo, o roteiro é acelerado, não deixa espaço para o desenvolvimento dos personagens, principalmente do o Ryuk, (que ganha um CGI sem vergonha e a voz do ótimo Willem Dafoe),  mas mantém seu senso de humor negro.

E para finalizar, o longa tem um desfecho covarde, usando uma regra criada por um roteiro mal escrito, que é fora de contexto com o próprio filme, deixando ainda um gosto amargo de uma possível continuação.

Pôster

Ficha técnica

  • Titulo original: Death Note
  • Gênero: Suspense, Terror, Fantasia
  • Duração: 1h 41min
  • Nacionalidade: EUA
  • Data de lançamento: 25 de agosto de 2017
  • Estúdio: Lin Pictures, Vertigo Entertainment
  • Distribuidora: Netflix
  • Direção: Adam Wingard
  • Roteiro: Jeremy Slater, Vlas Parlapanides, Charley Parlapanides
  • Produção: Roy Lee, Dan Lin, Masi Oka, Jonathan Eirich
  • Música: Atticus Ross, Leopold Ross
  • Fotografia: David Tattersall
  • Figurino: Emma Potter
  • Edição: Louis Cioffi

Avaliação

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