Cinema

Crítica | Bright

Sinopse

Em um mundo futurista, seres humanos convivem em harmônia com seres fantásticos, como fadas e ogros. Mesmo nesse cenário infrações da lei acontecem e um policial humano (Will Smith) especializado em crimes mágicos é obrigado a trabalhar junto com um orc (Joel Edgerton) para evitar que uma poderosa arma caia nas mãos erradas.

Crítica

Com uma premissa ousada, porém mal executada, “Bright”, novo filme dirigido por David Ayer (Esquadrão Suicida) e estrelado por Will Smith e Joel Edgerton é a tentativa fracassada da Netflix de ter seu próprio blockbuster. Com um custo estimado em US$ 90 milhões, o longa é o filme mais caro do serviço streaming até agora. Toda essa grana preta para os padrões da televisão, se justifica pela presença do astro do Maluco do Pedaço, efeitos especiais e um ótimo trabalho de maquiagem.

Bright” começa com uma sequência, que lembra muito aberturas de séries, mostrando aos poucos o reflexo de uma sociedade preconceituosa e marginal. Elfos, orcs, fadas, centauros e até dragões estão vivendo ao lado de humanos como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Divulgação: Will Smith e Joel Edgerton prontos para ação.

Escrito por Max Landis (Victor Frankenstein, American Ultra: Armados e Alucinados) o roteiro é o grande ponto baixo do filme. A ideia inicial de misturar elementos de fantasia no mundo real parece promissora na primeira vista, mas infelizmente vai perdendo a força conforme a trama avança, tornando-se um filme de ação genérico e previsível. Entretendo, o roteiro acerta quando tenta abordar uma crítica social, que lembra de longe, a premissa do excelente “Distrito 9”, ficção científica de 2009 dirigida por Neill Blomkamp.

Outro acerto do filme, é a química entre seus protagonistas. Com a carisma de praxe, Will Smith, aparece bem à vontade na pele de Daryl Ward, policial com trama pessoal, que muda sua forma de enxergar o mundo. Já Joel Edgerton por trás da máscara e maquiagem, interpreta o primeiro e solitário Orc a integrar a polícia dos humanos.

David Ayer usa praticamente a mesma estética que usou no seu terrível “Esquadrão Suicida”, uma fotografia escura, que deixa algumas cenas de ação bem confusas. Além disso, o diretor não explora muito o universo criado para o filme, visto que a maioria das cenas são nas mesmas locações.

Enfim, “Bright” desperdiça uma boa premissa com bons protagonistas, um roteiro cheiro de furos e uma direção sem inspiração.

Ficha Técnica

  • Titulo original: Bright
  • Nacionalidade: EUA
  • Gêneros: Fantasia, Suspense, Ação
  • Ano de produção: 2017
  • Estréia: 22 de dezembro de 2017 (na Netflix)
  • Duração: 1h 57 minutos
  • Direção: David Ayer
  • Roteiro: Max Landis
  • Produção: David Ayer, Janette Gomez,Max Landis, Adam Merims, Eric Newman, Bryan Unkeless
  • Música: David Sardy
  • Fotografia: Roman Vasyanov
  • Edição: Michael Tronick
  • Produção de design: Andrew Menzies
  • Direção de arte: Christopher Brown, Kasra Farahani, Bradley Rubin
  • Figurino: Kelli Jones
  • Estúdio: Clubhouse Pictures (II), Overbrook Entertainment
  • Distribuição: Netflix

Pôster

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Trailer | Bright

Trailer 2

Teaser trailer

Bastidores

Will Smith

Daryl Ward

Joel Edgerton

Nick Jakoby

Lucy Fry

Tikka

Noomi Rapace

Não revelado

Edgar Ramírez

Não revelado

Kenneth Choi

Não revelado

Jay Hernandez

Não revelado

Ike Barinholtz

Não revelado

Andrea Navedo

Capitã Perez

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