Cinema

Crítica | Minha Amada Imortal (Immortal Beloved, 1994)

Ficha do Filme | Minha Amada Imortal

Sinopse

 Ludwig Von Beethoven (Gary Oldman) morre e um grande amigo do compositor, Anton Felix Schindler (Jeroen Krabbé), decide cumprir o último desejo do maestro, que deixava em testamento tudo para a “Amada Imortal”, sem especificar o nome desta mulher. Assim empreende uma jornada tentando encontrá-la, encontrando em sua procura um retrato desconhecido de Beethoven

Crítica

Utilizando a morte de Ludwig van Beethoven como ponto de partida, o roteiro acerta em mostrar de forma não-linear a história através dos depoimentos das pessoas que conviveram com o compositor alemão, desde seu auge até decadência da sua carreira e saúde. Outro ponto forte do filme é a parte técnica. A direção de arte e os figurinos retratam com perfeição todo período histórico. A fotografia de Peter Suschitzky (Senhores do Crime, Crash: Estranhos Prazeres) expressa toda a beleza da paisagem e do cenário, transportando o espetador para o século XIX.

De maneira inteligente, o diretor Bernard Rose (que também asssina o roteiro), utiliza as composições do músico para compor a trilha sonora. A sétima sinfonia é utilizada para marcar o conflito entre Beethoven e Johanna (Johanna ter Steege), por exemplo. Em outro momento, podemos ouvir a nona sinfonia, na melhor cena do filme, onde vemos o pequeno Beethoven flutuando sobre a superfície de um lago que reflete o céu noturno acima. Além disso, o som é usado de forma genial na hora de mostrar a perda gradual de audição de Beethoven.

Destaque também para o elenco encabeçado pelo brilhante Gary Oldman, que consegue retratar bem o efeito dos anos sobre o personagem, e a deterioração física e mental do maestro, apoiado pela boa maquiagem. Jeroen Krabbé, que interpreta Anton Felix Schindler, o amigo de Ludwig van que conduz a história também tem seus bons momentos. Um dos pontos fracos do longa, é a escolha do diretor de estender o seu desfecho, que apesar de amarrar todas as pontas do filme, o roteiro usa e abusa dos diálogos expositivos e melodrama.

Minha Amada Imortal” é uma ótima cinebiografia, que ao retratar os relacionamentos de Beethoven, um dos maiores músicos e compositores de todos os tempos, descobrimos que a genialidade pode ser acompanhada de defeitos e paixão.

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Trailer | Minha Amada Imortal

Gary Oldman

Ludwig van Beethoven

Jeroen Krabbé

Anton Felix Schindler

Isabella Rossellini

Anna Marie Erdödy

Johanna ter Steege

Johanna Reiss

Johanna-ter-Steege
Marco Hofschneider

Karl van Beethoven

Miriam Margolyes

Nanette Streicherová

Barry Humphries

Clemens Metternich

Valeria Golino

Giulietta Guicciardi

Christopher Fulford

Kaspar Anton Carl van Beethoven

Alexandra Pigg

Therese Obermayer

Luigi Diberti

Franz Josef Guicciardi

Michael Culkin

Jakob Hotscevar

Donal Gibson

Karl Holz

Leo Faulkner

Ludwig van Beethoven mais jovem

Fintan McKeown

Johann van Beethoven

Marek Vasut

Nome não revelado

Ficha Técnica

  • Título original: Immortal Beloved
  • Nacionalidades: Reino Unido, EUA
  • Gêneros: Drama, biografia
  • Ano de produção: 1994
  • Estréia: 1 de julho de 1994 para DVD (Brasil)
  • Duração: 2h 01 minutos
  • Classificação: 18 anos
  • Direção: Bernard Rose
  • Roteiro: Bernard Rose
  • Produção: Bruce Davey, Stephen McEveety
  • Direção de fotografia: Peter Suschitzky
  • Edição: Dan Rae
  • Design de produção: Jirí Hlupý
  • Direção de arte: John Myhre, Olga Rosenfelderova
  • Figurino: Maurizio Millenotti
  • Estúdios: Icon Entertainment International, Icon Productions, Majestic Films International
  • Distribuição: Europa Filmes

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