Cinema

Crítica – Divã

Inspirado na na peça de Teatro e no livro homônimo de Martha Medeiros, o longa conta a história de Mercedes, uma mulher casada e aparentemente feliz que resolve fazer análise por curiosidade. O que começa como uma simples brincadeira acaba por se transformar numa divertida e comovente história sobre a busca da personagem por entender a si mesma […]

Inspirado na peça de teatro e no livro homônimo de Martha Medeiros, o longa conta a história de Mercedes, uma mulher casada e aparentemente feliz que resolve fazer análise por curiosidade. O que começa como uma simples brincadeira acaba por se transformar numa divertida e comovente história sobre a busca da personagem por entender a si mesma e questionar o seu casamento, a realização profissional e seu poder de sedução. A melhor amiga Mônica, a companheira de todos os momentos, vê de perto a transformação de Mercedes e participa de suas novas experiências e descobertas, apesar de nem sempre concordar com suas escolhas. As revelações de Mercedes para o analista, assim como as conversas com a melhor amiga, dão novo rumo à vida de Mercedes que a princípio parecia boa, estável, mas sem grandes emoções.

Quem leu o livro, pode ser decepcionar se esperava um filme de drama com pitadas de comédia, afinal acontece justamente ao contrário, Divã acompanha o ritmo do sucesso das comédias atuais do cinema brasileiro. Porém, essa pequena mudança de gênero, esta longe de ser um defeito, já que a essência do livro esta no filme, mas particularmente no final.
Como era de se esperar o grande destaque do filme é mesmo Lilia Cabral que no seu primeiro trabalho para telona, mostra porque é uma das melhores atrizes da atualidade, ela consegue te fazer rir e chorar com facilidade. Mérito também do roteiro escrito por Marcelo Saback que apesar de alguns clichês e exageros do gênero, contém diálogos ágeis e inteligentes.
Além de Cabral, uma grata surpresa – a boa atuação de Alexandra Richter que interpreta Mônica, a melhor amiga de Mercedes. A química entre as duas (que já vem dos palcos) é bem bacana, as duas conduzem o elenco. E até o canastrão José Mayer fica bem em cena, tirando as participações de Reynaldo Gianecchini e Cauã Reymond que não transmitem nenhum tipo de emoção, deixando claro, que os dois estão ali sós pra chamar a atenção do público feminino. Na peça o elenco masculino é composto apenas pelo ator Paulo Gustavo, que aqui só faz o papel do cabeleireiro, o que é uma pena, pois no pouco em que apareceu deu pra notar seu talento.
O filme é bem dirigido por José Alvarenga Jr. (os normais – O filme), mostra boa habilidade com câmera, com cenas muito bem realizadas.A sequência inicial de Mercedes falando com o analista é sensacional, o analista ficando de costas para a plateia sem revelar seu rosto e sua voz .Outra cena em destaque, a primeira cena de nudez de Cabral, logo apos a transa com Heto (Gianecchini), e a exploração de ângulos diferentes,que o cinema nacional esta acostumado. Sem pretensão, Divã acaba sendo uma ótima opção para se descontrair.

Trailer:

Ficha Técnica

Direção: José Alvarenga Jr.
Roteiro: Marcelo Saback
Elenco: Lília Cabral , José Mayer , Reynaldo Gianecchini , Cauã Reymond , Alexandra Richter
Direção: José Alvarenga Jr.
Roteiro: Marcelo Saback, baseado em livro de Martha Medeiros
Produção: Walkiria Barbosa, Iafa Britz, Marcos Didonet e Vilma Lustosa
Fotografia: Nonato Estrela
Desenho de Produção: Cláudio Domingos
Figurino: Ellen Millet
Edição: Diana Vasconcellos

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