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Crítica – Os Batedores

Gravado na capital gaúcha em 2008, o curta foi rodado  em diversos locais clássicos da cidade, como o Chalé da Praça XV , o parque da Redenção, a Praça da Matriz entre outros , o que facilitou para que o Cinema & Afins acompanhasse a produção desde o inicio, e inclusive receber um convite para participar na figuração ,mas infelizmente por falta de tempo acabei não comparecendo no dia da gravação, mas isto é outra história..

Com a Direção de Filipe Ferreira ( João Ninguém , BBZ) , Os Batedores conta a história Raul (Marco Soriano Jr.), um habilidoso batedor de carteiras que é surpreendido pelo retorno à ativa de Amadeu Deodato,um figurão que domina o submundo da cidade e com o qual o batedor tem uma grande dívida. Em sua trajetória em busca da quantia, Raul se depara com outros bandidos rasos como Ligeiro (Jefférson Rachewsky), seu antigo mestre, Odilon (Artur José Pinto) e um travesti agiota (João França). Ainda no elenco estão Cláudio Benevenga e Eduardo Ribeiro.

Orçado em 50 mil, a produção que ainda contou roubo de material, é tecnicamente perfeita, captado em XDCAM Digital o curta tem uma qualidade acima da média, destaque para direção de fotografia de Márcio Cardoso e a direção segura de Filipe Ferreira, que comandou duas cenas difíceis de serem gravadas – a primeira , quando nosso herói Raul enfrenta o grandalhão “Tosco” em um banheiro (cena muito bem coreografada com direito a quebra de cenário)-  e a segunda cena , em pleno centro de Porto Alegre, com uma câmera escondida e alguém gritando “Ladrão!”, com a correria toda capturando as reações e feições dos populares, que atuariam sem saber.

O roteiro de Édnei Pedroso, com direito a reviravolta,  mistura a realidade com uma fantasia urbana, a prova disso,  é a apresentação dos personagens,  principalmente do ” Tosco” , interpretado por Eduardo Ribeiro ( que conta com uma  esperta edição para mostrar como se tornou um dos batedores de carteiras mais temidos das cidade ) e do vilão, conhecido pela cidade como “O Homem”. Este último com um belo trabalho de maquiagem  e uma interpretação caricata tipica de historia em quadrinhos. A edição propositalmente, ou não,  ajuda bastante nesse quesito , deixando pontas soltas entre os personagens, que poderia ser melhor desenvolvido se fosse um longa, mesmo assim não tira o brilho do final, que é emblemático.

Cotação : 8,0

Direção , edição , Produção – Filipe Ferreira
Roteiro / Direção de Produção – Édnei Pedroso
Direção de Fotografia / Câmera – Márcio Cardoso
Assistência de Direção – Marcelo Lima e Cíntia Langie
Produção – cláudia Borba e Bruna Rodrigues Ketzer
Assistência de foto / Câmera – Franck Rebello
Coreografia – Jéferson Rachewsky
Stills – julia Jones
produção de Elenco – Jack Gerchmann
Direção de Arte – Fernanda Jorge
Figurino – Juliana Robin

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