Cinema

Crítica | Avatar

Ficha Técnica

  • Titulo original: Avatar
  • Nacionalidade: EUA
  • Gêneros: Ficção científica, Aventura
  • Ano de produção: 2009
  • Estréia: 18 de dezembro de 2009 (Brasil) – Relançamento 15 de outubro de 2010
  • Duração: 2h 42 minutos
  • Direção: James Cameron
  • Roteiro: James Cameron
  • Produção: James Cameron, Laeta Kalogridis, Jon Landau, Colin Wilson
  • Música: James Horner
  • Fotografia: Mauro Fiore
  • Edição: James Cameron, John Refoua, Stephen E. Rivkin
  • Produção de design: Rick Carter, Robert Stromberg
  • Direção de arte: Nick Bassett, Robert Bavin, Jill Cormack,Sean Haworth, Kevin Ishioka, Andy McLaren, Andrew Menzies
  • Figurino: Mayes C. Rubeo, Deborah Lynn Scott
  • Estúdios: Twentieth Century Fox, Dune Entertainment, Ingenious Film Partners, Lightstorm Entertainment
  • Distribuidor: Fox Film do Brasil
  • Site Oficial: www.avatarmovie.com

Pôster

Pôster avatar oficial

Sinopse

Jake Sully (Sam Worthington) ficou paraplégico após um combate na Terra. Ele é selecionado para participar do programa Avatar em substituição ao seu irmão gêmeo, falecido. Jake viaja a Pandora, uma lua extraterrestre, onde encontra diversas e estranhas formas de vida. O local é também o lar dos Na’Vi, seres humanoides que, apesar de primitivos, possuem maior capacidade física que os humanos. Os Na’Vi têm três metros de altura, pele azulada e vivem em paz com a natureza de Pandora. Os humanos desejam explorar a lua, de forma a encontrar metais valiosos, o que faz com que os Na’Vi aperfeiçoem suas habilidades guerreiras. Como são incapazes de respirar o ar de Pandora, os humanos criam seres híbridos chamados de Avatar. Eles são controlados por seres humanos, através de uma tecnologia que permite que seus pensamentos sejam aplicados no corpo do Avatar. Desta forma Jake pode novamente voltar à ativa, com seu Avatar percorrendo as florestas de Pandora e liderando soldados. Até conhecer Neytiri (Zoe Saldana), uma feroz Na’Vi que conhece acidentalmente e que serve de tutora para sua ambientação na civilização alienígena.

Crítica

Sinônimo de perfeccionismo para qualquer amante de cinema, o nome do roteirista, produtor e diretor, James Cameron assina mais um tremendo sucesso. Contando com desenvolvimentos tecnológicos exclusivos de captura de imagens e pioneiro na visualização, e exibição, de filmes na tecnologia IMAX nos cinemas de muitos países; o renomado diretor nos presenteou, novamente, quando apresentou sua última produção: AVATAR.

A trama é desenvolvida em outro mundo, uma lua conhecida como Pandora, lar dos estranhos seres Na’vi,e que corre eminente perigo gerado pela ambição humana que pretende explorar e retirar um minério raro, chamado Unobtainium, do interior de seu solo. Para aproximação da raça humana com a nativa, são desenvolvidas identidades Na’vi baseadas nas características físicas destes seres e carga genética do humano que se ‘conectar’ à mesma (daí o título do filme ser AVATAR).

Claramente, os humanos divididos nos departamentos científico e militar, têm diferentes ‘rumos’ para Pandora, fazendo com que Jake Sully seja sujeito a uma proposta: com o projeto de aproximação e integração com os locais, o ex-fuzileiro naval que se tornou paraplégico durante uma guerra na Terra, acaba tendo a oportunidade de participar desta experiência através do Avatar que seria de seu falecido irmão gêmeo.

Dividido entre servir para a degradação e exploração, ou estudo do planeta, Jake acaba, muito mais que isso, aprendendo e compreendendo a cultura Na’vi, sua sedição e literal conexão com seu meio de vida, de forma a acabar totalmente imerso pelo ambiente e costumes. Que Pandora é, definitivamente, um dos mais belos universos já criados pelo cinema, é indiscutível, sua fauna e flora têm uma complexidade de cores e formação que foge completamente ao convencional, acompanhados pelo filme em um todo. É com este show visual e trama fictícia cheia de surpresas, que Cameron tenta nos mostrar o nível de ignorância que podemos atingir se motivados pela ambição, desejo por poder, e arrogância de não considerar os danos que podem ser causados à um ambiente através de sua parcial degradação.

 O tema, é do tipo que, mesmo sem intenção, faz com que o espectador envolva-se ainda mais na trama, sinta o desespero do povo Na’vi ao ter seu lar destruído pelo ‘povo do céu’, mas também faz reflita sobre sua situação, no mundo real, longe das telas; tudo isso, sem invasão ou obrigação de extrair qualquer lição moral da obra, tudo simplesmente flui.

Muito disso deve-se ao elenco escolhido, tanto para ser intérprete dos Na’vi, como os exploradores e pesquisadores humanos, que consegue absorver e transpassar a emoção pretendida com excelência, nos fazendo sentir desde compaixão, até raiva e dor. A forma dissimulada com que o personagem de Sam Worthington se apresenta, chega à nos fazer questionar sobre quanto vale a integridade e confiança de alguém; em contraponto à dedução da cientista apresentada por Sigourney Weaver, que para aprender e tentar convencer sobre a necessidade de abortar a exploração daquele local simplesmente sacrifica-se por seus ideais.

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Mas, voltando a Cameron, este gênio consegue mais uma vez deslumbrar: o filme tem visual impecável, boa narrativa e prende o espectador que tenta absorver cada segundo da nova (e surreal) experiência. Ele conseguiu, junto à seus comparsas azuis, levar o público (em massa) de volta aos cinemas, e talvez com isso, tenha mostrado que ainda há salvação para este meio de entretenimento, que basta um pouco de esforço, motivação e grandes ideias, para continuarmos encontrando no cinema, a oportunidade de novas experiências, novas sensações, o descobrimento de novos mundos.

Dessa forma, após assistirmos a película, entendemos que o fato de James Cameron ter começado o roteiro em 1995, buscado inspiração em toda ficção científica que lia e ter finalizado a história somente em 2006 (com a ajuda de um linguista para criar o idioma dos extraterrestres) é demonstração da paixão pelo que faz, paixão que atingiu o público que, em menos de um mês AVATAR, permitiu que a bilheterias superassem um bilhão de dólares de faturamento e dessa forma, garantiu a confirmação do lançamento de uma sequência do filme (cujo título, recentemente divulgado, seria Na’vi).

Assim, inovando desde os efeitos visuais, até a tecnologia com que o longa é exibido, este recordista nas bilheterias mundiais, ganhador de inúmeras premiações, um dos preferido da noite do Oscar (realizada neste Domingo), além de inovar, entra para a história do cinema conscientizando seu espectador através do universo particular concebido na mente de um diretor que além de genial, realmente é o ‘Rei do Mundo’.

Galeria de Imagens | Avatar

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Trailer | Avatar

Sam Worthington

Jake Sully

Zoe Saldana

Neytiri

Sigourney Weaver

Dr. Grace Augustine

Michelle Rodriguez

Trudy Chacón

Stephen Lang

Coronel Miles Quaritch

Giovanni Ribisi

Parker Selfridge

Joel David Moore

Norm Spellman

Wes Studi

Eytukan

Laz Alonso

Tsu'tey

Dileep Rao

Dr. Max Patel

Matt Gerald

Corporal Lyle Wainfleet

Sean Anthony Moran

Não revelado

Scott Lawrence

Não revelado

James Patrick Pitt

Não revelado

Sean Patrick Murphy

Não revelado

Escute a trilha sonora

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