Cinema

Crítica | Django Livre

Sinopse

Na trama que se passa na América do século 19, dois anos antes da Guerra Civil, o escravo Django Freeman (Jamie Foxx) tem sua liberdade comprada por um caçador de recompensas alemão, o Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Com a ajuda de Schultz, Django vai em busca da mulher Brunhilde (Kerry Washington), vendida para o fazendeiro Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).

Crítica

“É, acho que fiz minha obra-prima”, frase dita pelo Tenente Aldo Raine (Brad Pitt), após desenhar suástica na testa do Coronel Hans Landa(Christoph Waltz ), na última cena de “Bastardos Inglórios”, carregava modéstia e nos enchia de expectativa para conhecer o novo filme “Quentin Tarantino’. Três  anos se passaram e somos presenteados com “Django Livre”, a homenagem do diretor ao western, gênero cultuado pelo mesmo  desde o inicio da sua carreira.

Usando a vingança (a motivação preferida do diretor) e a época da escravidão como plano de fundo o roteiro é o mais linear da carreira de Quentin Tarantino. Com poucos flashbacks e sem a divisão por capítulos – vide “Kill Bill’ e ‘Bastardos Inglórios”, como estamos acostumados a ver. (embora, somos avisados por letreiros no meio da tela, a localização dos personagens). O longa com 165 minutos de duração, trás referencias de filmes do gênero, como “Django” de 1956 estrelado por Franco Nero (que aqui faz uma participação especial) e ‘Meu Ódio e Minha esperança (1969), dirigido por Sam Peckinpah.

Embalado por uma trilha sonora, que mistura blues, hip hop, o longa capricha no derramamento de sangue, algo que é previsto no primeiro tiro disparado, (atravessando a cabeça de homem e de um cavalo), espirrando sangue falso para todos os lados. Destaque também para o humor mais apurado que o habitual, a cena em que ele faz piada com Ku-Klux-Klan (com a participação de Jonah Hill ), é com certeza a sequencia mais engraçada da sua filmografia.

Repetido a parceria de “Bastardos Inglórios”, Christoph Waltz, que já ganhou o globo de ouro este ano pelo papel, toma a frente do elenco, com Leonardo DiCaprio em uma das suas melhores Performance (completamente esnobado pelo Oscar) e com o sempre competente, Jamie Foxx. Destaque também, para um Samuel Al. Jackson irreconhecível fisicamente e em uma das suas melhores atuações em anos.
Ganhador do globo de Ouro, mais uma vez, Tarantino mostra porque é um dos melhores roteiristas da atualidade. A sequencia na mesa do jantar tem um dos melhores diálogos já escritos por ele. Sem contar o desenvolvimento dos seus personagens, principalmente de “Django”, que de escravo, passa a ser um dos melhores caçadores de recompensa que oeste conheceu, ou melhor, do Sueste.

Pôster

Ficha técnica

     Gênero: Faroeste
     Direção: Quentin Tarantino
     Roteiro: Quentin Tarantino
     Produção: Harvey Weinstein, Pilar Savone
     Fotografia: Robert Richardson
     Trilha Sonora: Mary Ramos
     Duração: 165 min.
     Ano: 2012
     País: Estados Unidos
     Cor: Colorido
     Estreia: 18/01/2013 (Brasil)
     Distribuidora: Sony Pictures
     Estúdio: Columbia Pictures, The Weinstein       Company

Avaliação

Elenco

David Steen

Dana Gourrier

Nichole Galicia

Laura Cayouette

Ato Essandoh

Galeria de Fotos

Trailer

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