Cinema

Os papéis mais marcantes da carreira de Mel Gibson

Com mais de 40 anos de carreira, Mel Gibson é uma das personalidades mais conhecidas de Hollywood. Versátil desde suas primeiras atuações, ele coleciona uma longa lista de papéis marcantes como ator em filmes de diferentes gêneros.

Gibson também tem uma carreira bem-sucedida como diretor. Seu único Oscar veio nessa função, quando o americano dirigiu o longa “Coração Valente”. Apesar de nunca ter conquistado uma Estatueta de melhor ator, Gibson acumula grandes atuações na carreira. Abaixo, confira algumas que ficaram marcadas.

“Mad Max” (Max Rockatansky)

Gibson nasceu nos Estados Unidos, mas se mudou para a Austrália na adolescência e por lá se interessou na carreira de ator. Seus primeiros trabalhos foram produções australianas, como “Mad Max”. Nos dias atuais, “Mad Max” é conhecido no mundo todo e o último filme da franquia, lançado em 2015, teve Tom Hardy como estrela. No entanto, quando tudo começou a realidade era totalmente diferente.
A primeira versão de Mad Max, lançada em 1979, teve Gibson no papel principal de Max Rockatansky, porém, era apenas uma pequena produção australiana que não teve orçamento de nem US$ 400 mil para ser produzido. O primeiro filme da saga, dirigido por George Miller, superou todas as expectativas e fez com que Gibson se tornasse um ator conhecido — antes de Mad Max ele tinha realizado apenas um papel como ator. Apesar da fama do primeiro lançamento, Gibson só alcançou notoriedade mundial em “Mad Max 2”, quando o filme de 1981 fez grande sucesso nos Estados Unidos. Na época, o ator tinha apenas 25 anos. A terceira sequência foi lançada em 1985. Com o estilo autêntico e vibrante, Gibson deu vida ao personagem Max Rockatansky e suas três atuações nos primeiros filmes da saga foram suficientes para projetá-lo como um ator de muito potencial em Hollywood.

“Máquina Mortífera” (Martin Riggs)

Após viver Max Rockatansky no cinema, em 1987 Gibson teve a oportunidade de trabalhar ao lado de Danny Glover no filme “Máquina Mortífera”. Os dois repetiram a parceria em outras três sequências, realizadas em 1989, 1992 e 1998. A parceria com Glover marcou a carreira de Gibson. Interpretando um personagem imprevisível e com a língua afiada, ele conseguiu alavancar ainda mais o seu status no gênero ação. O trabalho de Gibson em “Máquina Mortífera” marcou o início do trabalho com Richard Donner, lendário diretor e produtor executivo que também dirigiu Gibson em “Maverick”.

“Eternamente Jovem” (Daniel McCormick)

Nem só de filmes de ação Gibson se destacou e “Eternamente Jovem” é uma prova disso. Nesse longa de drama romântico (1992), ele interpreta Daniel McCormick, que após décadas congelado volta a se apaixonar. A atuação de Gibson foi bem elogiada pela crítica e credenciou o ator a outros papéis além do gênero ação. Após o lançamento de Eternamente Jovem, o crítico Vincent Canby, do New York Times, reconheceu o bom trabalho.
“Em ‘Eternamente Jovem’, Gibson demonstra a autoconfiança de uma estrela de Hollywood, alguém que é capaz de se destacar independente da qualidade do filme. Gibson é bom o suficiente para dar vida ao longa, fazendo ‘Eternamente Jovem’ fácil de assistir e compreender”, aponta a crítica de Canby.

“Maverick” (Bret Maverick)

Dois anos após o trabalho em “Eternamente Jovem”, Gibson embarcou em outro trabalho diferente de “Mad Max” e “Máquina Mortífera”. Dessa vez em“Maverick”, produção de 1994 que resgatou a história da homônima série de sucesso da TV americana (1957 a 1962). Distinto de qualquer outro papel anterior, em “Maverick” o ator interpreta um competidor de poker em busca de seu maior torneio na carreira. Na ocasião, Gibson contracenou com estrelas como Jodie Foster James Garner. O bom e velho chapéu de caubói foi um acessório marcante no papel de Gibson nesse filme e combinou muito com as cenas de poker e afins. A caracterização do personagem Maverick com o clássico chapéu se tornou tão notável que é lembrada até os dias atuais nas mesas de poker. Além da ótima caracterização, Gibson se destacou com um jeito descontraído, mas também sério nas cenas de ação.

“Coração Valente” (William Wallace)

Talvez o papel mais marcante da carreira de Gibson. “Coração Valente” marca não só a atuação de destaque do ator, como também o excelente trabalho na direção que lhe rendeu o Oscar de Melhor Diretor — e o longa levou outras quatro Estatuetas. Na pele de William Wallace, Gibson mostrou o seu melhor lado guerreiro no filme. Com cabelos longos e expressões fortes, o ator atingiu o ápice da carreira em sua maior consagração pessoal no cinema. O momento mais especial do filme certamente é o discurso de Wallace (pouco mais de dois minutos), considerado como um dos discursos mais impactantes da história do cinema. “Em ‘Coração Valente’, Gibson consegue desempenhar o seu papel com extravagância e também com um toque de humor. Poucos atores conseguem trabalhar tão bem quanto Gibson em uma história assim”, afirma o crítico Roger Ebert.

Gibson nas telas em 2019

São mais de 30 atuações como ator na carreira e Gibson está prestes a oficialmente aumentar a lista. Em 2019, o americano tem dois papéis garantidos nos filmes (ainda sem tradução para o Brasil) “The Professor and the Madman” e “Boss Level”. Aos 62 anos, Gibson não dá indícios de que vai deixar a carreira de ator de lado e os projetos garantidos para 2019 reforçam isso. Com ainda muita lenha para queimar, é possível que o ator ainda adicione mais papéis marcantes em sua longa trajetória nos cinemas.

Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Topo